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08 de janeiro de 2026 - 14h43
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DOCUMENTO ENCONTRADO

Mãe de Eliza Samúdio questiona achado de passaporte da filha em Portugal

Documento vencido foi localizado no exterior 14 anos após o crime; Sonia Moura diz que situação aumenta dor e cobra respostas das autoridades.

7 janeiro 2026 - 10h25Rariane Costa
Eliza Samudio foi assassinada em 2010
Eliza Samudio foi assassinada em 2010 - (Foto: Imagem ilustrativa/A Crítica)

Sonia Moura, mãe de Eliza Samudio, se manifestou nas redes sociais após vir a público a informação de que um passaporte da filha foi encontrado em Portugal. Ela disse ver “fatos mal explicados” na forma como o caso vem sendo conduzido e afirmou que o episódio reforça a sensação de um luto que nunca se encerra.

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Em um desabafo, Sonia afirmou que vive um sofrimento diário desde o desaparecimento da filha e que ainda há muitas perguntas sem resposta sobre o crime. Segundo ela, essas lacunas “machucam e gritam por esclarecimento” e não podem ser tratadas como simples detalhes.

De acordo com o Itamaraty, o passaporte localizado em Portugal está vencido e já cancelado. O documento será enviado pelo Consulado-Geral do Brasil em Lisboa para o Ministério das Relações Exteriores, em Brasília. Até o momento, não foram divulgadas as circunstâncias em que o passaporte foi encontrado.

Consulado-Geral do Brasil em Lisboa confirma recebimento de passaporte em nome de Eliza Samudio e aciona o Itamaraty sobre o caso.
Consulado-Geral do Brasil em Lisboa confirma recebimento de passaporte em nome de Eliza Samudio e aciona o Itamaraty sobre o caso

Sonia afirmou que, por ora, deve evitar novas declarações públicas, mas promete cobrar explicações oficiais. Ela diz que seguirá buscando “respeito, verdade e justiça” em nome da filha.

Eliza Samudio foi morta em 2010, aos 25 anos. Oito pessoas foram condenadas pelo crime, mas o corpo nunca foi localizado. A principal suspeita, com base em depoimentos de testemunhas, é de que o cadáver tenha sido esquartejado e ocultado sob concreto.

O ex-goleiro Bruno, com quem Eliza teve um filho, foi condenado em 2013 por homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado. Ele teve a pena convertida para o regime semiaberto em 2018 e, em janeiro de 2023, obteve liberdade condicional.

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