
Uma série pequena, feita com orçamento enxuto para um streaming canadense, virou assunto do momento nos Estados Unidos e agora tem data para desembarcar no Brasil. Heated Rivalry, romance entre dois jogadores rivais de hóquei no gelo, estreia em fevereiro na HBO Max, depois de explodir em popularidade desde dezembro e figurar entre as produções mais vistas da plataforma por lá.
Gravada originalmente para o serviço Crave, no Canadá, a série foi comprada pela HBO Max para distribuição internacional e rapidamente ganhou status de fenômeno: vídeos com cenas dos protagonistas renderam centenas de milhares de visualizações, e até um fã-clube brasileiro no X (antigo Twitter) já reúne mais de 32 mil seguidores, mesmo antes do lançamento oficial no País. A produção acompanha o canadense Shane Hollander e o russo Ilya Rozanov, interpretados pelos estreantes Hudson Williams e Connor Storrie, estrelas em ascensão em times rivais que alimentam uma rivalidade pública, enquanto vivem em segredo uma relação que cresce de encontros casuais para uma história de amor ao longo de quase uma década.
A série tem seis episódios, recheados de cenas de sexo, tensão e conflitos emocionais, e já teve a segunda temporada confirmada. Heated Rivalry é baseada no livro Rivalidade Ardente, de Rachel Reid, que também chega ao Brasil em fevereiro, pelo selo Alt, da Globo Livros. O romance é o segundo volume de uma série de seis livros ambientada no universo do hóquei, e ganhou ainda mais leitores depois do sucesso da adaptação – hoje ocupa lugar de destaque nas listas de mais vendidos internacionais.
Críticos e produtores apontam alguns motivos para o estouro: química entre os atores, cenas íntimas sem pudor e, principalmente, o foco em um romance gay contado como entretenimento direto, sem o peso de ser “apenas” uma obra política LGBT+. Em entrevista à revista Variety, o criador Jacob Tierney destacou que muitas mulheres, de diferentes orientações, abraçaram a série e relataram sentir segurança ao ver uma história de amor entre dois homens, sem medo de violência contra personagens femininas. Com esse caldo de representatividade, erotismo e drama esportivo, Heated Rivalry chega ao Brasil cercada de expectativa e com status de “queridinha” do público antes mesmo da estreia.

