
O deputado estadual paraibano Cecílio Lima, o “Cicinho”, tornou pública uma carta em que pede perdão à nora, a médica e influenciadora Raphaella Brilhante, e aos pais dela, após acompanhar o filho, o cantor João Lima, à delegacia. O artista teve a prisão preventiva decretada por denúncias de violência doméstica e se apresentou à polícia na segunda-feira, 26.
ATTENTION, VIDÉO CHOQUANTE QUI VA VOUS RÉVULSER
— magali robin (@LouBestal17) January 26, 2026
Un chanteur brésilien, João Lima, bat SAUVAGEMENT sa femme dès leur LUNE DE MIEL ! Il la frappe, la traîne par terre... Et ça continue après ! La justice vient ENFIN de le mettre en prison préventive. Mais combien de… pic.twitter.com/ZWJIHtqFNg
Logo no início do texto, o parlamentar faz questão de dizer que não se trata de uma nota oficial, mas de uma mensagem marcada por “dor e tristeza”. Ele afirma que esperou o momento de exercer o “papel de pai” ao entregar o filho às autoridades para que responda pelos atos atribuídos a ele.
Na carta, Cecílio Lima destaca que não concorda com a conduta de João. Ele repete a palavra “repúdio” para deixar claro que condena a violência doméstica e o sofrimento causado à nora, afirmando rejeitar qualquer tipo de agressão.
Ao se dirigir diretamente a Raphaella, o deputado escreve que “nenhuma mulher merece tamanha exposição e dor” e diz estar ao lado dela. Segundo ele, o impacto do que aconteceu atinge toda a família, inclusive quem está do lado do acusado.
Em outro trecho, Cecílio se volta aos pais de Raphaella e faz questão de diferenciar “desculpa” de “perdão”. Diz que, como pai de uma mulher da mesma idade da influenciadora, pede “perdão do coração” e afirma que a responsabilidade pelo ato é individual, mas que a dor e o arrependimento envolvem todos os familiares. A carta termina com um apelo para que “Deus faça valer sua justiça e traga cura aos corações”.
Entenda o caso - João Lima é investigado após Raphaella denunciar agressões físicas e psicológicas durante o relacionamento. Segundo o relato da vítima, o ciclo de violência começou com controle da rotina, ciúmes em excesso e restrições à liberdade, e teria evoluído para agressões físicas depois do casamento, realizado em novembro de 2025.
A Justiça expediu mandado de prisão preventiva no domingo, 25. Na manhã do dia seguinte, o cantor se apresentou à polícia, prestou depoimento e foi encaminhado para a Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, o Presídio do Roger, em João Pessoa (PB).
