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Chappell Roan reage a críticas por vestido transparente no grammy

Cantora surgiu com look inspirado em Thierry Mugler, exibindo seios com prótese de mamilo, e disse não achar o visual absurdo

4 fevereiro 2026 - 08h50Bia Cardoso
Chappell Roan chega ao Grammy 2026 com vestido transparente inspirado em Thierry Mugler e minimiza polêmica nas redes sociais.
Chappell Roan chega ao Grammy 2026 com vestido transparente inspirado em Thierry Mugler e minimiza polêmica nas redes sociais. - (Foto: Reprodução Redes Sociais)

Chappell Roan voltou a chamar atenção no tapete vermelho do Grammy 2026, realizado no último domingo, 2. Depois de vencer a categoria de Melhor Artista Revelação no ano passado, a cantora optou desta vez por um vestido completamente transparente, look que rapidamente se tornou um dos mais comentados da noite e gerou polêmica nas redes sociais.

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O modelo, feito em tecido fino e revelador, deixava o corpo da artista em evidência. Os seios apareciam cobertos apenas por uma prótese de mamilo, tornando o visual ainda mais ousado. Além disso, Chappell exibiu tatuagens e as costas nuas, reforçando a proposta de um figurino marcadamente performático e provocador para a premiação.

Segundo a revista People, o vestido usado por Roan foi inspirado na coleção primavera/verão 1998 Jeu de Paume, assinada pelo estilista francês Thierry Mugler. O trabalho foi revisitado em 2026 pelo criador Miguel Castro Freitas, responsável por adaptar a referência original à estética atual da cantora e ao contexto do tapete vermelho do Grammy.

Look transparente dominou comentários do tapete vermelho

A escolha do figurino colocou Chappell Roan no centro dos debates sobre limites entre moda, nudez e performance em grandes eventos de música. Em uma premiação em que artistas costumam apostar em produções chamativas, o vestido transparente com prótese de mamilo ultrapassou o terreno do “ousado” para muitos espectadores e virou tema de discussões online e em veículos de imprensa.

O contraste com o momento vivido pela cantora também chamou atenção. Um ano depois de conquistar o Grammy de Melhor Artista Revelação, Roan chegou à cerimônia não apenas como nome consolidado da nova geração do pop, mas também como figura que usa o tapete vermelho como extensão de seu trabalho artístico e de sua imagem pública.

A combinação de transparência total, prótese de mamilo, costas nuas e tatuagens aparentes reforçou a ideia de um look pensado para provocar reação imediata do público. Ao mesmo tempo, a referência a um desfile clássico de Thierry Mugler conectou a escolha ao histórico de uma moda que sempre flertou com teatralidade e exagero.

Referência a Thierry Mugler e releitura em 2026

A inspiração na coleção Jeu de Paume, de primavera/verão 1998, ajuda a entender o contexto do look. Mugler ficou conhecido por criações dramáticas, futuristas e muitas vezes estruturadas em torno da ideia de transformar o corpo em espetáculo. Ao revisitar esse universo quase três décadas depois, Miguel Castro Freitas resgatou o espírito provocador do estilista francês e o traduziu em um vestido que aposta na transparência como principal recurso visual.

No caso de Chappell Roan, o resultado foi um figurino que dialoga com a tradição da moda conceitual, mas que também se encaixa no perfil de uma artista acostumada a explorar visualmente temas como liberdade, identidade e sexualidade. A presença das tatuagens e das costas nuas reforça o aspecto de corpo como tela, ampliando a leitura do look para além da simples polêmica em torno da nudez.

Se a repercussão do vestido foi intensa, a reação de Chappell Roan às críticas seguiu o caminho oposto: leve e bem-humorada. Em postagem no Instagram, a cantora deixou claro que não se sente abalada pela polêmica em torno de sua escolha.

“Rindo porque eu nem acho que essa roupa seja tão absurda assim”, escreveu. Em seguida, foi ainda mais direta ao elogiar o resultado final: “O visual é, na verdade, muito incrível e estranho. Recomendo apenas exercitarem seu livre arbítrio, é realmente divertido e bobo. Obrigada por me receberem, Grammys, e obrigada a todos que votaram em mim!”.

A resposta reforça a postura de uma artista que enxerga o tapete vermelho como espaço de experimentação. Ao falar em “livre arbítrio” e em algo “divertido e bobo”, Roan indica que o look é parte de um jogo criativo com o público, em que a estranheza e o desconforto fazem parte da proposta estética.

Liberdade estética no centro do debate

Ao minimizar as críticas, Chappell Roan recoloca o foco da discussão na liberdade de escolha – tanto de quem cria e veste quanto de quem observa. Ao falar em “exercitar o livre arbítrio”, a cantora sugere que cada pessoa tem a opção de gostar, estranhar ou simplesmente ignorar o figurino, sem transformar a polêmica em algo maior do que o próprio contexto do entretenimento.

O discurso está alinhado à imagem que ela vem construindo nos últimos anos: uma artista que não se limita a cumprir expectativas de comportamento em eventos de alto prestígio. A escolha do vestido transparente, com seios expostos por próteses de mamilo, funciona como extensão dessa postura, reforçando a ideia de que o corpo pode ser elemento central na construção de uma narrativa visual.

Ao agradecer publicamente ao Grammy e aos votantes, Roan também sinaliza que, apesar das críticas, continua em sintonia com a indústria que a consagrou. A mensagem combina provocação, ironia e gratidão, sem pedido de desculpas ou recuo em relação ao look.

O vestido de Chappell Roan transita entre homenagem fashion e choque calculado. De um lado, há a clara reverência a Thierry Mugler, nome que ajudou a estabelecer o imaginário da moda de passarela como espetáculo. De outro, a adaptação feita por Miguel Castro Freitas em 2026 leva esse espírito ao limite ao apostar na transparência integral e no uso de próteses de mamilo como ponto de atenção.

Em vez de recuar diante da repercussão, a cantora transformou as reações em parte da narrativa. A postagem em tom de riso e a defesa do look como “incrível e estranho” mostram que a polêmica, para ela, faz parte do jogo. Ao final, o vestido cumpriu exatamente o papel que parece ter sido planejado: garantir presença de Chappell Roan não apenas na premiação, mas em conversas, timelines e pesquisas sobre o Grammy 2026.

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