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Economia

Waldir Neves quer evitar o colapso na economia de MS

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O deputado diz que a demarcação de terras indígenas no MS podem acarretar sérios problemas

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural realizou no último dia 19, audiência pública onde foi discutida a demarcação de terras indígenas no estado de Mato Grosso do Sul. O deputado federal Waldir Neves, líder da Minoria na Câmara dos Deputados e autor de um dos requerimentos que solicitou a audiência,  apresentou argumentos para impedir que as portarias 788 a 793 da Fundação Nacional do Índio-Funai tenham suas ações implementadas. As portarias prevêem a demarcação de terras supostamente pertencentes a índios guaranis e que somam cerca de 7 milhões de hectares.
Neves defende uma discussão que considere os aspectos sociais e econômicos em Mato Grosso do Sul. Para o deputado a demarcação das áreas pretendida pela Funai acarretará prejuízos graves para o estado. Segundo ele a autarquia está alheia aos interesses nacionais e não possui uma política indigenista séria. “Movida por interesses internacionais, a Funai quer demarcar a área mais produtiva do estado. Não conseguem ao menos regularizar as áreas indígenas já existentes e querem agora simplesmente desapropriar, sem nenhum respaldo para isso, áreas de suma importância para a economia do estado”, criticou.
Durante a audiência o presidente da Funai, Márcio Meiras defendeu a demarcação das terras sob a afirmativa de que essa é  uma forma de reparação junto aos povos indígenas, pela segregação sofrida durante séculos. Para o deputado Waldir Neves, o índio, hoje não quer e nem precisa voltar ao primitivismo, e a questão econômica é muito mais forte. O tucano propõe que se discuta no Congresso os interesses sociais e econômicos dos 26 municípios onde se pretende fazer a demarcação. O território localizado no sul do estado é considerado  a porção de terra mais fértil e produtiva de MS.


O grande impasse ocorre por que os municípios que compõem a região abrigam reservas de importantes minérios e é responsável por grande parte da produção estadual de grãos, 31% da produção de leite, além de 22,2% da criação de gado. A preocupação em desapropriar terras para criar as novas reservas, é por que além de ferir a Constituição que garante em seu artigo 5° o direito sobre a propriedade privada, poderá ainda resultar em conflitos entre índios e não índios em MS. A intenção da Comissão de Agricultura é promover as discussões propostas por Waldir e outros parlamentares. A maioria dos membros concordam que a soma das terras indígenas já demarcadas no país é alta, cerca de 12,5% do território nacional, enquanto a população total indígena gira em torno de 700 mil. (Fonte: IBGE 2002).

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