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19 de janeiro de 2026 - 19h39
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ECONOMIA

Ursula von der Leyen critica tarifas dos EUA e cobra respeito à soberania da Groenlândia

Presidente da Comissão Europeia diz a congressistas americanos que medidas de Trump prejudicam comércio e investimentos

19 janeiro 2026 - 18h00Darlan de Azevedo
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia - (Foto: Michael Buholzer/AP)

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou nesta segunda-feira (19) que as novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos em meio à disputa envolvendo a Groenlândia contrariam os interesses comerciais e de investimentos tanto da União Europeia quanto dos próprios americanos. A declaração foi feita durante uma reunião com uma delegação bipartidária do Congresso dos EUA, realizada nos arredores do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

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O encontro ocorreu em meio à escalada de tensões diplomáticas após o presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçar impor tarifas a países europeus como forma de pressionar pela aquisição da Groenlândia, território autônomo ligado ao Reino da Dinamarca.

Após a reunião, Von der Leyen comentou o teor da conversa em uma publicação na rede social X. Segundo ela, o comércio e os investimentos transatlânticos estiveram no centro das discussões.

“Discutimos o comércio e os investimentos transatlânticos”, escreveu a presidente do braço executivo da União Europeia.

Ela aproveitou o encontro para reiterar a posição do bloco em relação à Groenlândia e à Dinamarca, destacando que o respeito à soberania dos dois é um ponto essencial para a manutenção das relações entre europeus e americanos.

Von der Leyen frisou que qualquer tentativa de pressionar economicamente países da região, por meio de tarifas, gera instabilidade e afeta negativamente o ambiente de negócios entre aliados históricos.

No sábado (17), Donald Trump anunciou a intenção de impor tarifas de 10% sobre produtos de oito países europeus, como forma de pressionar negociações envolvendo a Groenlândia. A medida foi vista como mais um passo na estratégia do presidente americano para defender a incorporação da ilha aos Estados Unidos, ideia rejeitada tanto por Copenhague quanto pelo governo autônomo groenlandês.

A possível elevação das tarifas acendeu um alerta em Bruxelas, que vê risco direto ao fluxo de comércio e aos investimentos entre os dois lados do Atlântico.

Apesar das críticas, Von der Leyen buscou reforçar o compromisso europeu com a cooperação internacional. Segundo ela, a União Europeia segue disposta a trabalhar de forma conjunta com os Estados Unidos, a Otan e outros aliados, sempre em coordenação com a Dinamarca.

“A União Europeia continua pronta para trabalhar em estreita colaboração com os Estados Unidos, a Otan e outros aliados, em cooperação próxima com a Dinamarca, para avançar nossos interesses comuns de segurança”, afirmou.

A presidente da Comissão Europeia sinalizou que o diálogo segue sendo o caminho preferencial, mesmo diante das divergências sobre a Groenlândia.

Além das tensões no Ártico, a guerra na Ucrânia também foi tema do encontro em Davos. Von der Leyen destacou que as conversas com os congressistas americanos tiveram como objetivo a busca por uma “paz justa e duradoura” para o país do Leste Europeu.

Ela ressaltou ainda que a boa relação entre União Europeia e Estados Unidos é fundamental para a construção de garantias de segurança e para a estabilidade do continente europeu.

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