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30 de janeiro de 2026 - 19h12
SENAR
CASO MASTER

Ministro do TCU assume novo processo sobre venda de carteiras do Banco Master ao BRB

Jhonatan de Jesus será relator de representação que pede apuração de operações e da conduta de diretor do BC

30 janeiro 2026 - 17h45Cícero Cotrim
Ministro do TCU Jhonatan de Jesus assume nova relatoria ligada ao caso do Banco Master.
Ministro do TCU Jhonatan de Jesus assume nova relatoria ligada ao caso do Banco Master. - (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jhonatan de Jesus passou a concentrar dois processos ligados ao caso do Banco Master. Já responsável pela investigação que analisa uma possível precipitação do Banco Central na liquidação da instituição, ele se tornou, na segunda-feira (26), relator de uma nova representação que pede à corte de contas a apuração da venda de carteiras de crédito falsas do Master ao Banco de Brasília (BRB).

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Além das operações financeiras, a representação solicita que o TCU examine a conduta do diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino, e de outros agentes públicos que possam ter participado do processo. O pedido foi apresentado pelo subprocurador-geral do Ministério Público junto ao TCU (MPTCU), Lucas Rocha Furtado.

No fim do ano passado, Jhonatan de Jesus chegou a sinalizar a adoção de medidas cautelares contra o Banco Central no caso do Master. No início deste mês, determinou a realização de uma inspeção “com máxima urgência” na autoridade monetária, mas recuou da decisão após uma reunião com o presidente do TCU, Vital do Rêgo, e com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Ficou acertado que técnicos da corte fariam apenas uma diligência no BC, sem acesso a informações sigilosas.

A nova representação cita reportagem da colunista Malu Gaspar, de O Globo, segundo a qual Ailton Aquino teria pedido ao então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que o banco do Distrito Federal adquirisse carteiras de crédito do Banco Master. Ainda de acordo com a publicação, Costa teria apresentado mensagens com esse pedido ao conselho de administração da instituição.

No mesmo dia da publicação da matéria, sexta-feira (23), o Banco Central divulgou nota negando que Aquino tenha recomendado a compra de carteiras fraudadas. O diretor colocou à disposição das autoridades seus dados bancários e fiscais, além dos registros das conversas mantidas com o ex-presidente do BRB. Também naquela data, dois conselheiros do banco brasiliense divulgaram carta interna, obtida pelo Broadcast, negando as informações veiculadas.

A representação apresentada pelo MPTCU pede ainda que o TCU investigue a regularidade das operações de aquisição das carteiras de crédito do Master pelo BRB e identifique os responsáveis por eventuais prejuízos causados ao banco público. O próprio Banco Central denunciou ao Ministério Público Federal que o Banco Master vendeu R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito falsas ao BRB, fato que deu origem à primeira fase da Operação Compliance Zero.

Até o momento, não há movimentações processuais registradas no TCU em relação a essa nova representação.

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