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CONTROLE E FISCALIZAÇÃO

TCU diz que Banco Central concorda com inspeção no caso da liquidação do Banco Master

Vital do Rêgo afirma que BC busca segurança jurídica e aval do Tribunal de Contas

12 janeiro 2026 - 16h00Marianna Gualter e Cícero Cotrim
Presidente do TCU afirmou que Banco Central concordou com inspeção no processo de liquidação do Banco Master
Presidente do TCU afirmou que Banco Central concordou com inspeção no processo de liquidação do Banco Master - (Foto: ABrasil)

O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, afirmou nesta segunda-feira (12) que o Banco Central concordou com a realização de uma inspeção no processo que apura a liquidação do Banco Master. A declaração foi feita após reunião realizada na sede da autoridade monetária, em Brasília, com a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do ministro Jhonatan de Jesus, relator do caso no TCU.

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Segundo Vital do Rêgo, o encontro serviu para alinhar entendimentos e afastar dúvidas sobre a competência do TCU para atuar na apuração. De acordo com ele, a sinalização do Banco Central foi clara no sentido de aceitar o acompanhamento da Corte de Contas.

“O Banco Central quer o selo de qualidade do TCU. O Banco Central quer a segurança jurídica que o TCU pode dar, porque esse processo não é um processo meramente administrativo. É um processo administrativo e criminal”, afirmou Vital do Rêgo, em entrevista coletiva.

O presidente do TCU disse ter saído “profundamente feliz” com o resultado da reunião e relatou que os diretores do Banco Central manifestaram, de forma unânime, reconhecimento e valorização do trabalho desempenhado pelo Tribunal de Contas da União.

A reunião ocorreu após um período de desgaste entre o TCU e o Banco Central em torno da investigação sobre a liquidação do Banco Master, decretada pela autoridade monetária em 18 de novembro. O processo de apuração foi autorizado pelo ministro Jhonatan de Jesus em dezembro, com o objetivo de verificar se houve eventual precipitação por parte do BC na decisão.

Durante a análise inicial, o relator chegou a solicitar esclarecimentos ao Banco Central. Com base nas respostas apresentadas, auditores do TCU elaboraram um parecer preliminar no qual apontaram que, em tese, a autarquia teria atuado de forma correta no processo de liquidação. No entanto, no último sábado, Jesus esclareceu, por meio de nota, que a manifestação técnica dos auditores não equivale a uma decisão formal da Corte.

Segundo o ministro, foram os próprios técnicos do TCU que pediram a realização de uma inspeção in loco no Banco Central, com o objetivo de acessar documentos classificados como sigilosos e aprofundar a análise do caso.

A inspeção chegou a ser autorizada por Jhonatan de Jesus na segunda-feira (5), mas a decisão foi revista na quinta-feira (8), após o acolhimento de um recurso apresentado pelo Banco Central. Com isso, o relator decidiu submeter a realização da inspeção ao plenário do TCU.

Além de Gabriel Galípolo, participaram da reunião pelo Banco Central os diretores Ailton Aquino, de Fiscalização, que recomendou a liquidação do Banco Master; Gilneu Vivan, de Regulação e Organização do Sistema Financeiro e Resolução; e Izabela Correa, de Cidadania e Supervisão de Conduta.

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