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Economia

Supermercados concedem aumento para empregados acima da inflação

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Donos de supermercados de Campo Grande, na iminência de enfrentarem uma greve geral no setor, finalmente chegaram a um acordo salarial com os empregados, para fechar, depois de oito meses, a Convenção Coletiva de Trabalho 2008/09.

Acertaram um reajuste salarial de 6,5% e um piso salarial de R$ 510,00, retroativo a abril, com validade até este mês (12) e de R$ 520,00 de janeiro a março de 2009. O acordo foi fechado na sede Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios de Campo Grande - Sindsuper, depois de uma convocação extraordinária da comissão de negociação patronal, antecipando à assembléia geral dos empregados, marcada para 9/12 quando uma greve geral nos supermercados seria deflagrada. De acordo com informações do vice-presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande - SECCG, Nelson Benitez, essa reunião estava marcada para o dia 11/12 e o sindicato patronal resolveu convocar a diretoria da entidade laboral para discutir o assunto pela 13ª vez. Os empresários, que estavam irredutíveis com a proposta de 5,5% de reajuste, equivalente apenas ao acumulado da inflação no ano, até abril, abriram a reunião oferecendo 6% de reajuste mais o piso de R$ 510,00.
Depois de várias contrapropostas de ambos os lados e de várias reuniões em particular, acabaram fechando em 6,5% e piso de R$ 520,00 a partir de janeiro.
Nelson Benitez considerou um avanço pois acabaram conseguindo um ganho real acima da inflação. Ele disse que negociar a próxima convenção coletiva a partir de um piso de R$ 520,00 será bem melhor para poder avançar mais com esse benefício. Ele explicou que somente no caso dos empacotadores, ficou acertado um piso de R$ 450,00 até este mês (12) e de R$ 455,00 de janeiro a março de 2009.
Ficou acordado também que as demais cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho 2007/08 serão mantidas, com alteração da cláusula 12ª da CCT anterior referente ao banco de horas, para constar o seguinte: O estoque de horas a compensar, acumuladas de abril a novembro de 2008, deverá ser informado ao sindicato laboral até o dia 20/12/2008 e a compensação se dará nos meses de dezembro/2008 a março/2009; As horas para compensação dos meses de dezembro /2008 a março/2009, serão compensadas até abril de 2009.

14º salário - O vice-presidente do Sindicato dos Comerciários informou ainda que os ajustes dos salários de abril a novembro de 2008 deverão ser feitos na folha do mês de dezembro de 2008.  Considerando que o piso salarial em vigor até abril deste ano foi de R$ 465,00 e que a diferença para o novo piso (R$ 510,00) em vigor a partir de abril, é de R$ 45,00,  agora os funcionários  receberão este valor retroativo a oito meses o que vai perfazer  de R$ 360,00.   “Será quase como um 14º salário para os nossos comerciários”, comentou Benitez.
O presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio, Idelmar da Mota Lima, que está na Capital Federal participando da V Marcha de Trabalhadores em Brasília, “por melhores condições de vida e de trabalho no Brasil”, esteve o tempo todo em contato com Benitez e a Assessoria Jurídica que o acompanhou nas negociações. Ele considerou positivo para os trabalhadores o acordo fechado. “O ideal seria termos avançado mais. Mas, esperamos que isso aconteça na próxima negociação que já começa em janeiro de 2009. Afinal, uma nova convenção coletiva deverá entrar em vigor em 1º de abril”.  Idelmar informou também que com esse acerto, cai por terra toda “artilharia” que estava sendo armada para uma greve geral em pleno mês de dezembro. “Estávamos prontos para partir para o confronto, impedir o funcionamento de alguns supermercados da cidade, mesmo tendo que enfrentar seguranças e a própria polícia”, comentou. O sindicalista disse que depois da manifestação pública com carros de som e centenas de empregados do comércio pelas ruas centrais de Campo Grande, no final de novembro, demonstrou uma força muito grande dos trabalhadores, que tiveram apoio incondicional da Força Sindical, do FST/MS, da FETRACOM/MS.

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