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27 de janeiro de 2026 - 11h05
CAPITAL

Prefeitura revisa base do IPTU e pode mudar valor do imposto em Campo Grande

Grupo técnico vai atualizar a Planta Genérica de Valores após mais de 10 anos e entregar estudo até julho de 2026

27 janeiro 2026 - 09h10Carlos Guilherme
Central do IPTU: Grupo criado pela Prefeitura vai revisar a Planta Genérica de Valores e pode mudar a base de cálculo do IPTU em Campo Grande
Central do IPTU: Grupo criado pela Prefeitura vai revisar a Planta Genérica de Valores e pode mudar a base de cálculo do IPTU em Campo Grande - (Foto: A Crítica)

Quanto vale o seu imóvel para a Prefeitura pode mudar nos próximos anos. A administração municipal criou um grupo de trabalho para revisar os valores usados no cálculo do IPTU em Campo Grande, o que pode impactar diretamente quanto cada contribuinte paga de imposto.

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A medida foi oficializada por resolução da Secretaria Municipal da Fazenda, publicada no Diário Oficial do Município desta terça-feira (26).

O que esse grupo vai fazer

O grupo de trabalho terá a missão de analisar dois instrumentos que são a base do IPTU:

Planta Genérica de Valores (PGV) – tabela que define o valor do metro quadrado de terrenos e construções em diferentes regiões da cidade;

Cadastro Técnico Municipal – registro com as informações dos imóveis, como localização, tipo de construção e tamanho.

É a combinação desses dados que resulta no valor venal do imóvel, usado no cálculo do IPTU cobrado todo ano dos proprietários.

Prazo para concluir o estudo - De acordo com a resolução, o grupo deve concluir os estudos até 31 de julho de 2026. Até lá, terá que apresentar relatórios a cada dois meses, mostrando o andamento dos trabalhos.

O texto também prevê que servidores de outras áreas da Prefeitura podem ser convocados para colaborar, caso seja necessário. Não haverá pagamento de gratificação extra pela participação no grupo.

A revisão acontece mais de uma década depois da última atualização geral da Planta Genérica de Valores. Nesse período, a cidade se expandiu, bairros ganharam infraestrutura e outras áreas mudaram de perfil, o que pode ter alterado o valor de mercado dos imóveis.

Dependendo das conclusões do estudo, os valores usados como base para o IPTU podem ser ajustados para cima ou para baixo em determinadas regiões. Isso significa que o imposto pode ficar mais caro em alguns pontos da cidade e, em outros, ter pouca mudança ou até redução, de acordo com o que for definido pela Prefeitura a partir da nova PGV.

Por enquanto, o grupo está apenas na fase técnica de levantamento e análise de dados. Qualquer mudança efetiva no valor do IPTU ainda dependerá das propostas que surgirem desse estudo e da forma como forem aplicadas pelo município.

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