
Empossado oficialmente nesta quinta-feira (8), o novo secretário da Fazenda de Campo Grande, Isaac José de Araújo, assumiu o cargo com um discurso centrado na responsabilidade fiscal e na eficiência da gestão pública. Em coletiva de imprensa, Araújo destacou que o principal desafio da pasta é manter o equilíbrio das contas municipais e assegurar que os compromissos da prefeitura sejam cumpridos com regularidade.
“Nós precisamos diminuir despesas, aumentar receitas, para que possamos buscar o equilíbrio fiscal. E saudar os compromissos em dia, fazer com que as entregas sejam feitas, tapa-buraco, remédio, todas as coisas sejam eficientes”, afirmou o novo secretário.
Araújo substitui Márcia Helena Hokama, que deixou o cargo por motivos de saúde. Segundo ele, o trabalho de continuidade é fundamental para que Campo Grande mantenha a estabilidade financeira conquistada nos últimos anos. “Não estamos em uma 'terra arrasada'. Nós temos dificuldades como todos os municípios do Brasil passam. Mas estamos buscando equilíbrio junto a todas as despesas, equalizando as contas”, destacou.
Entre as medidas de destaque anunciadas pelo secretário está a adesão, em 2025, ao Plano de Equilíbrio Fiscal (PEF), uma iniciativa federal voltada à reestruturação financeira dos entes públicos. “Em 2025, nós aderimos ao PEF. É um desafio gigante. Estamos equalizando as nossas despesas e buscando alternativas para ampliar a arrecadação”, explicou Araújo.
O secretário também comentou os resultados das ações de contenção de gastos iniciadas em 2024. Segundo ele, a prefeitura conseguiu uma economia significativa nesse período. “A nossa projeção é até março. Nós fizemos 120 milhões até março. Já alcançamos alguns objetivos nesse curto período e estamos encerrando o exercício para apurar os valores finais”, afirmou.
A administração municipal, segundo o titular da Fazenda, tem atuado para racionalizar despesas com pessoal, iluminação pública, água e outros serviços. A meta é garantir que a cidade mantenha investimentos sem comprometer a responsabilidade fiscal.
Araújo destacou que a Secretaria da Fazenda passa por um processo de modernização administrativa e tecnológica, com foco em mais agilidade e transparência. “Foi colocado um novo sistema que nos dá mais transparência, mais rapidez, mais agilidade e mais força arrecadatória. Estamos em fase de implantação”, pontuou.
A medida integra a preparação da prefeitura para as mudanças trazidas pela reforma tributária nacional, que já começou a impactar os municípios brasileiros em 2026. O secretário ressaltou que a modernização permitirá maior controle sobre receitas e despesas, além de ampliar a eficiência dos serviços oferecidos à população.
Questionado sobre as prioridades da gestão, Isaac reforçou que todas as áreas da administração pública merecem atenção e investimento equilibrado. “Todos os setores são prioritários. Não podemos dizer só a saúde. É saúde, é educação, é cultura, é assistência social. As pastas são necessárias e os recursos são finitos, então fracionamos entre todas, procurando atender de forma equalizada”, afirmou.
Araújo citou ainda a infraestrutura e a saúde pública como frentes importantes, mencionando o aporte de R$ 20 milhões que deve ser aplicado no setor. “Estamos atentos a todas as áreas, e a saúde certamente é uma delas. Mas precisamos pensar o município como um todo, com equilíbrio e responsabilidade”, completou.
Taxa do lixo e equilíbrio nas receitas próprias - Outro tema abordado durante a coletiva foi o reajuste da taxa do lixo, pauta que tem gerado debates entre contribuintes. De acordo com o secretário, a atualização é necessária para reduzir o déficit entre o custo do serviço e a arrecadação municipal.
“Quem produz o lixo é responsável pelo destino dele. Hoje a prefeitura paga cerca de R$ 130 milhões por ano e arrecadava R$ 50 milhões. Equalizamos os valores com a equipe técnica para diminuir o déficit”, explicou.
Mesmo com as correções, Araújo reconheceu que ainda haverá déficit devido às isenções previstas em lei. “Vai continuar um pouco, em razão das isenções para aposentados, associações e igrejas. Mas o déficit vai diminuir bastante”, disse.
O novo secretário reforçou que a gestão da Fazenda não parte do zero, mas dá sequência a um trabalho técnico e de planejamento iniciado há anos. “Estamos com o secretário adjunto há dois anos e um mês. Damos continuidade a esse trabalho com a mesma responsabilidade. O objetivo é fortalecer as finanças do município e garantir que a cidade continue avançando”, finaliza.

