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02 de janeiro de 2026 - 11h53
ECONOMIA

Petrobras oferece IPCA mais 0,5% e acaba com greve dos petroleiros

Acordo assegura correção salarial pela inflação e impede julgamento no Tribunal do Trabalho

2 janeiro 2026 - 09h55Denise Luna
Petroleiros aprovaram acordo coletivo e encerraram greve após meses de negociação
Petroleiros aprovaram acordo coletivo e encerraram greve após meses de negociação - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Após cerca de quatro meses de negociações, os trabalhadores da Petrobras encerraram a greve com a aprovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) válido para o período de 2025 a 2027, encerrando uma mobilização que, segundo a estatal, não provocou impactos na produção nem no abastecimento de combustíveis.

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A Federação Nacional dos Petroleiros foi a última entidade a assinar o acordo, que passou por quatro versões até chegar ao texto final aceito pela categoria, encerrando oficialmente o movimento paredista e afastando a possibilidade de julgamento de dissídio no Tribunal Superior do Trabalho, previsto para esta sexta-feira, 2, em Brasília.

Inicialmente, a Petrobras havia proposto um reajuste salarial de 80% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor em 2025 e de 100% do INPC em 2026, mas, após novas rodadas de negociação, a quarta contraproposta avançou para a reposição integral do Índice de Preços ao Consumidor Amplo do ano passado, acrescida de 0,5% de aumento real.

Em nota, o secretário-geral da FNP, Adaedson Costa, afirmou que a greve trouxe resultados considerados positivos pela entidade, embora tenha criticado a postura adotada pela direção da Petrobras durante as negociações e sinalizado que novas reivindicações devem ser apresentadas em breve.

“Essa greve arrancou resultados vitoriosos na luta contra a Petrobras, que manteve uma postura intransigente e omissa. E o recado é claro à direção da empresa: daqui a quatro meses queremos um Plano de Cargos, Carreiras e Salários que atenda a categoria”, afirmou o dirigente sindical.

A FNP também destacou que parte das demandas históricas dos trabalhadores não foi contemplada no acordo, especialmente a recomposição salarial acumulada desde os governos Temer e Bolsonaro, período em que, segundo a entidade, houve perdas significativas no poder de compra dos petroleiros.

De acordo com a federação, em 2019 o reajuste salarial ficou em 70% do INPC e, em 2020, não houve qualquer correção, o que, na avaliação do sindicato, agravou a defasagem salarial da categoria. “Não recompôs nosso salário dos ataques da ultradireita”, registrou a entidade em comunicado.

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