Grupo Feitosa de Comunicação
(67) 99974-5440
(67) 3317-7890
06 de fevereiro de 2026 - 16h46
maracaju
ECONOMIA

Petrobras compra participação em bloco de exploração de petróleo na costa da Namíbia

Área na Bacia de Lüderitz tem 11 mil km² e integra estratégia da estatal para ampliar reservas

6 fevereiro 2026 - 15h10
Petrobras anunciou aquisição de participação em bloco de exploração de petróleo na costa da Namíbia.
Petrobras anunciou aquisição de participação em bloco de exploração de petróleo na costa da Namíbia. - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Petrobras anunciou a aquisição de participação em um bloco de exploração de petróleo localizado na costa da Namíbia, no sudoeste da África. A área, situada na Bacia de Lüderitz, tem cerca de 11 mil quilômetros quadrados, dimensão equivalente à metade do território do estado de Sergipe. A informação foi divulgada nesta sexta-feira por meio de fato relevante encaminhado ao mercado.

Canal WhatsApp

De acordo com o comunicado, a estatal brasileira adquiriu 42,5% de participação no Bloco 2613. A mesma fatia foi comprada pela petroleira francesa TotalEnergies, que já mantém parceria com a Petrobras em projetos no Brasil. O restante do bloco está dividido entre a Namcor Exploration and Production, estatal do governo da Namíbia, com 10%, e a empresa Eight Offshore Investment Holdings, que detém 5%.

As participações compradas por Petrobras e TotalEnergies pertenciam às empresas Eight e Maravilla Oil & Gas. O valor da operação não foi informado. A conclusão do negócio, no entanto, ainda depende do cumprimento de condições previstas em contrato, como autorizações governamentais e regulatórias, incluindo a aprovação do Ministério da Indústria, Minas e Energia da Namíbia.

Segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, a entrada no bloco faz parte da estratégia da companhia para ampliar e recompor suas reservas de petróleo e gás. “Temos avaliado com muito cuidado áreas que têm mostrado boas perspectivas, tanto no Brasil como em outras partes do mundo”, afirmou. Ela destacou ainda que a operação marca o retorno da empresa à Namíbia.

A diretora de Exploração da Petrobras, Sylvia Anjos, ressaltou o conhecimento técnico da companhia sobre a região. “Temos bastante conhecimento geológico da região, em grande parte análoga às nossas bacias sedimentares. Olhamos com atenção a costa oeste africana e as oportunidades na África. Foi assim em São Tomé e Príncipe, África do Sul e, agora, Namíbia”, declarou.

A atuação no continente africano integra o planejamento da Petrobras para compensar a previsão de queda das reservas atuais a partir da década de 2030. A estatal retomou operações na África em 2024, quando concluiu a aquisição de participações em três blocos exploratórios em São Tomé e Príncipe. Em outubro do mesmo ano, o Conselho de Administração aprovou a entrada da companhia em um bloco na África do Sul, também em parceria com a TotalEnergies.

Além da África, a Petrobras mantém operações em outros países das Américas. Na Colômbia, anunciou em dezembro de 2024 a descoberta da maior reserva de gás do país, no poço Sirius-2, explorado em consórcio com a estatal Ecopetrol. Na Argentina, a companhia possui participação no ativo de produção Rio Neuquén, enquanto na Bolívia atua principalmente nos campos de San Alberto e San Antonio. Nos Estados Unidos, a presença ocorre em campos de águas profundas no Golfo do México.

No Brasil, a empresa segue concentrando esforços nas bacias do pré-sal, mas também mantém interesse em novas fronteiras exploratórias, como a Margem Equatorial, no litoral norte, e a Bacia de Pelotas, no sul do país. O interesse nessa região é influenciado por descobertas recentes de petróleo no Uruguai e em países africanos, como a própria Namíbia e a África do Sul, que apresentam características geológicas semelhantes.

Em janeiro, a Petrobras informou que alcançou recorde de produção em 2025, com média de 2,40 milhões de barris de petróleo por dia, sendo 82% provenientes do pré-sal. No mesmo período, a estatal divulgou que as reservas totais de petróleo e gás somavam 12,1 bilhões de barris de óleo equivalente até 31 de dezembro de 2025. Mantido o ritmo atual, essas reservas garantem produção por cerca de 12,5 anos.

Assine a Newsletter
Banner Whatsapp Desktop