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11 de fevereiro de 2026 - 13 02
ECONOMIA

73% dos brasileiros apoiam fim da escala 6x1 sem reduzir salário, diz pesquisa

Levantamento da Nexus mostra aumento do apoio quando proposta garante manutenção da renda; maioria conhece o tema, mas poucos dizem entender bem

11 fevereiro 2026 - 11h30
Pesquisa mostra que apoio ao fim da escala 6x1 cresce quando não há redução salarial.
Pesquisa mostra que apoio ao fim da escala 6x1 cresce quando não há redução salarial. - (Foto: Imagem ilustrativa/A Crítica)

Um levantamento da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados aponta que 73% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6x1 sem redução salarial. A pesquisa foi divulgada nesta quarta-feira (11) e revela que o apoio cresce quando a proposta garante a manutenção dos rendimentos.

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Inicialmente, 63% dos entrevistados afirmaram ser a favor do fim da escala 6x1, sem considerar a questão salarial, enquanto 22% disseram ser contrários. Ao serem questionados se apoiariam a proposta caso não houvesse redução de salário, parte dos que eram contra mudou de posição, elevando a taxa de aprovação para 73%.

Segundo o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, o resultado mostra que a resistência aumenta quando há impacto na renda. “Quase todo mundo é a favor de uma jornada de trabalho menor, mas pouca gente topa abrir mão de recursos financeiros em troca disso”, afirmou.

O levantamento detalha as seguintes respostas:

  • 28% são a favor do fim da escala 6x1, mesmo com redução salarial;
  • 30% são a favor do fim da escala 6x1, desde que não haja redução de salário;
  • 11% são contra o fim da escala 6x1, mesmo sem redução salarial;
  • 10% são contra, mas apoiariam se não houvesse redução de salário;
  • 6% não são nem a favor nem contra;
  • 5% são a favor, mas não se posicionaram sobre salário;
  • 1% são contra, mas não opinaram sobre salário.

Entre os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 71% apoiam o fim da escala 6x1, 15% são contra e 15% não opinaram.

Já entre os eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), 53% são favoráveis, 32% contrários e 15% não souberam ou não quiseram responder.

A pesquisa também indica que 62% dos entrevistados afirmam já ter ouvido falar da proposta. No entanto, apenas 12% dizem entender bem o que ela significa. Outros 35% nunca ouviram falar sobre o assunto.

Foram ouvidas 2.021 pessoas com 16 anos ou mais, em todas as 27 unidades da federação, entre 30 de janeiro e 5 de fevereiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Debate no Congresso

Na segunda-feira (9), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu anexar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) a uma proposta semelhante de 2019, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que estava parada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Motta afirmou que o debate sobre o tema é “inadiável”.

O dado revelado pela pesquisa ajuda a explicar por que a discussão ganhou fôlego no Congresso: há apoio expressivo à redução da jornada, mas a manutenção do salário é o ponto central para consolidar esse respaldo popular.

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