16 de janeiro de 2021 Grupo Feitosa de Comunicação
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Economia

Pesquisa mostra que empresários estão confiantes e revela falta de mão-de-obra

Professor Celso Correia de Souza, explica que a medida permite
Professor Celso Correia de Souza, explica que a medida permite - Divulgação

Pesquisa pela Uniderp/Anhanguera aponta que o empresário de Campo Grande está bem mais confiante na economia do que no início do ano, mas a falta de mão-de-obra ainda é um fator limitador para as atividades.

A pesquisa considera um índice que vai de 100 a -100% e neste intervalo a confiança apontada no segundo trimestre foi de 31% contra 13% no primeiro. O coordenador do Nepes (Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais), professor Celso Correia de Souza, explica que a medida permite medir a perspectiva e o resultado dos negócios em diferentes tópicos, incluindo as opiniões sobre as vendas, faturamentos, novos investimentos e a oferta de empregos.

“Em relação ao primeiro trimestre, os resultados alcançados no segundo foi 18 pontos percentuais maior, subindo de 13% para quase 31%. Isso indica uma melhora da economia estadual, principalmente, pelo aumento do faturamento no trimestre. Mesmo com a estabilização dos preços, os empresários relatam que um aumento no número de empregados, em investimentos realizados e no aumento de estoque”, destaca o professor José Francisco, que também atuou na pesquisa.

A despeito da crise econômica internacional e do aumento da taxa de juros domésticos, ainda existe um sentimento entre os empresários sul-mato-grossenses de que a curto prazo isso não irá afetar o desempenho das empresas, explica Celso Corrêa: “O otimismo na confiança dos negócios é retratado no salto do ICE de perspectiva de 38% da pesquisa passada para mais de 47% no terceiro trimestre deste ano. Há um sentimento de que o faturamento irá aumentar, o preço de venda diminuir, o número de empregados crescer um pouco e os investimentos permanecerem próximos ao trimestre passado. Isto é uma demonstração de expectativa positiva na economia brasileira e na sua própria empresa”. As grandes e médias empresas são as que mais indicaram ter alcançado bons resultados e esperam boas perspectivas no terceiro trimestre. Já as micro e pequenas empresas indicaram menores resultados e esperam uma perspectiva econômica de menor monta.
A pesquisa indicou que os melhores resultados foram nos setores de Serviços e Agricultura, reflexo da melhoria observada na economia do agronegócio, acompanhada pela prestação de serviços.

Mão-de-obra - Os planos de expansão de atividades esbarra, porém, na falta de mão-de-obra qualificada. “Isto vem repetindo nas últimas pesquisas, reflexo do que se tem observado também em outros estados, no momento de crescimento econômico”, dizem os pesquisadores. Questões financeiras também são relacionadas como fatores limitantes das atividades com a indicação da fragilidade da demanda (19%) e dificuldades financeiras ou falta de caixa (15%). O aumento da concorrência (14%) também é relatado como limitantes das atuais atividades empresariais. O levantamento foi feito junto de 100 empresários de um universo de 1,5 mil em Campo Grande.

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