
O Parlamento Europeu vota, entre os dias 23 e 24 de fevereiro, duas propostas legislativas que formalizam os compromissos assumidos pela União Europeia no acordo firmado com os Estados Unidos em 2025. A pauta inclui ainda um projeto de resolução que define a posição do bloco para a 14ª Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC) e trata de um acordo de cotas tarifárias com a China após o Brexit.
Segundo comunicado oficial, os parlamentares também serão atualizados sobre a aplicação de direitos compensatórios impostos a veículos elétricos a bateria fabricados na China, além dos desdobramentos relacionados à aceitação de um compromisso de preço.
“Os membros serão informados sobre a aplicação de direitos compensatórios impostos a veículos elétricos a bateria da China e os últimos desenvolvimentos relativos à aceitação de um compromisso de preço”, informou o Parlamento em nota.
A discussão ocorre em um contexto de tensão comercial envolvendo grandes economias. A reunião já estava agendada antes da decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, anunciada nesta sexta-feira, 20, que derrubou tarifas impostas pelo presidente Donald Trump com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA).
Embora a decisão judicial não esteja diretamente ligada à pauta europeia, o movimento reforça o ambiente de instabilidade nas regras do comércio internacional e pode influenciar negociações futuras entre os blocos econômicos.
O acordo UE-EUA, fechado em 2025, estabeleceu compromissos comerciais entre as duas potências econômicas. Agora, cabe ao Parlamento Europeu analisar e votar as medidas legislativas necessárias para implementar esses termos.
Além disso, os eurodeputados definirão a posição política do Parlamento para a próxima conferência ministerial da OMC, fórum central de negociação das regras do comércio global.
Outro ponto relevante é o acordo de cotas tarifárias entre União Europeia e China, ajustado após a saída do Reino Unido do bloco. O tema envolve a redistribuição de volumes e condições comerciais anteriormente negociados no âmbito europeu.
As votações devem consolidar o posicionamento do Parlamento em um momento de reconfiguração das relações comerciais internacionais, marcado por disputas tarifárias, revisão de acordos e busca por maior previsibilidade nas trocas globais.

