
O empresário Nelson Tanure afirmou ter sido surpreendido, na manhã da quarta-feira (14), com um pedido de “busca pessoal” autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em nota, ele declarou que atendeu à determinação judicial com “respeito e prontidão” e negou qualquer vínculo societário com o extinto Banco Master.
“Não fui nem sou controlador do extinto Banco Master, tampouco seu sócio, ainda que minoritário, direta ou indiretamente”, afirmou Tanure. Ele também rejeitou a existência de ligações societárias indiretas, inclusive por meio de opções, instrumentos financeiros, debêntures conversíveis em ações ou mecanismos equivalentes.
Segundo o empresário, a relação com o banco sempre foi estritamente comercial, na condição de cliente ou aplicador, assim como ocorre com outras instituições financeiras no Brasil e no exterior. De acordo com a nota, essas relações envolveram aplicações financeiras, operações de crédito, gestão de fundos e aquisição de participações societárias, sem qualquer ingerência na gestão ou conhecimento das operações internas das instituições.
“Todas as operações foram realizadas em estrita conformidade com a legislação e a regulamentação vigentes”, destacou.
Tanure afirmou ainda não ter participação nem conhecimento de eventuais relações do Banco Master com terceiros, como Reag, BRB, Fictor ou outras instituições financeiras. Ele ressaltou que vinha reduzindo gradualmente sua exposição ao banco e que eventuais valores remanescentes representam perdas suportáveis, inerentes a operações de risco.
“Tenho fé e plena confiança na seriedade das investigações, de que todos os fatos relacionados a mim serão devidamente esclarecidos e de que ficará comprovado que minhas relações com o extinto banco foram integralmente lícitas, ainda que, infelizmente, tenham nos acarretado bastantes prejuízos”, afirmou.
O empresário também relatou que seu celular foi recolhido durante a diligência. “Cena inusitada para mim, nessa quadra da minha vida, com mais de 50 anos de vida empresarial nos mais diversos campos da economia brasileira”, concluiu.

