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10 de fevereiro de 2026 - 13h30
ECONOMIA

Câmara prevê votar PEC que acaba com escala 6x1 em maio, diz Hugo Motta

Presidente da Casa afirma que discussão terá cautela e impacto econômico será avaliado

10 fevereiro 2026 - 12h00Redação
Presidente da Câmara, Hugo Motta, afirma que PEC sobre jornada de trabalho deve ser votada em maio
Presidente da Câmara, Hugo Motta, afirma que PEC sobre jornada de trabalho deve ser votada em maio - (Foto: Imagem Ilustrativa/A Critica)

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira (10) que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da jornada de trabalho no modelo 6x1 deve ser votada no mês de maio. Segundo ele, a definição do relator da proposta deve ocorrer na semana seguinte ao Carnaval.

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A declaração foi feita durante participação virtual na conferência promovida pelo banco BTG Pactual, realizada em São Paulo. Motta explicou que o texto ainda passará por etapas regimentais antes de chegar ao plenário.

De acordo com o presidente da Câmara, o primeiro passo será a análise de admissibilidade pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Em seguida, será criada uma comissão especial para aprofundar o debate sobre o mérito da proposta. A expectativa é concluir essa fase a tempo de levar a matéria à votação em maio, mês tradicionalmente associado às pautas trabalhistas.

Motta ressaltou que o tema não será tratado de forma acelerada e que a discussão exigirá responsabilidade, especialmente pelos impactos econômicos envolvidos. Ele afirmou que pretende dialogar com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), antes do avanço da proposta.

Segundo o deputado, a redução da jornada precisa considerar mudanças no mundo do trabalho, como o avanço da tecnologia e da automação, além da busca por melhor qualidade de vida para os trabalhadores.

Para Motta, há disposição tanto entre partidos da base governista quanto da oposição para debater o tema. Na segunda-feira (9), ele decidiu apensar a PEC apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) a uma proposta semelhante protocolada em 2019 pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que estava parada na CCJ.

No mesmo dia, o presidente da Câmara afirmou que a discussão sobre a redução da jornada de trabalho se tornou inevitável e que o Congresso pretende assumir protagonismo no debate. A tramitação prevê análise na CCJ, criação de comissão especial e, posteriormente, votação em dois turnos no plenário.

Pauta da sociedade - Hugo Motta também afirmou que a prioridade da Câmara em 2026 será voltada a temas classificados como “pauta da sociedade”, citando a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública. Segundo ele, esse texto deve ser apreciado após o Carnaval.

O deputado destacou ainda que a Câmara mantém diálogo permanente com a equipe econômica do governo, mencionando projetos como a reforma tributária. No entanto, afirmou não esperar concentração de votações em matérias econômicas mais complexas neste momento.

Segundo Motta, o início de 2026 ocorre sem uma agenda focada em aumento de arrecadação, com maior ênfase em propostas ligadas diretamente às demandas da sociedade.

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