
Teve início há pouco, em Assunção, no Paraguai, a cerimônia de assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE), considerado o mais abrangente já firmado pelo bloco sul-americano em termos de acesso a mercados. O evento reúne autoridades dos países envolvidos e marca um passo decisivo após mais de duas décadas de negociações.
Participam da cerimônia os presidentes do Paraguai, Santiago Peña; do Panamá, José Raúl Mulino; da Argentina, Javier Milei; do Uruguai, Yamandú Orsi; da Bolívia, Rodrigo Paz; além da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do presidente do Conselho Europeu, António Costa. O Brasil é representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
O ato ocorre no Grande Teatro José Asunción Flores, no Banco Central do Paraguai, local simbólico onde foi assinado, em 1991, o tratado fundador do Mercosul. A programação prevê discursos dos chefes das delegações dos países do Mercosul e da União Europeia, seguidos pela assinatura formal do acordo pelos ministros das Relações Exteriores e pela foto oficial. A cerimônia é transmitida ao vivo pela TV do Paraguai.
O acordo Mercosul–União Europeia é apontado como o mais relevante da história do bloco sul-americano. Juntos, os dois mercados reúnem cerca de 720 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto estimado em aproximadamente US$ 22 trilhões. O tratado prevê um processo gradual de abertura comercial, com a liberalização máxima sendo alcançada em até 15 anos.
Apesar da assinatura, o acordo ainda não entra em vigor de forma imediata. Para que passe a valer, o texto precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu e pelo Parlamento de pelo menos um dos países do Mercosul, conforme as regras do bloco.
A assinatura representa um marco político e econômico para os dois lados do Atlântico e reposiciona o Mercosul no cenário do comércio internacional, em um momento de rearranjos nas relações globais.

