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10 de fevereiro de 2026 - 18h42
TRABALHO

Marinho diz que salário mínimo e isenção do IR vão injetar R$ 110 bilhões na economia em 2026

Ministro afirma que política de valorização responde pela maior parte do impacto econômico previsto

10 fevereiro 2026 - 17h15Mateus Maia
Luiz Marinho afirma que valorização do salário mínimo é principal motor do impacto econômico previsto para 2026.
Luiz Marinho afirma que valorização do salário mínimo é principal motor do impacto econômico previsto para 2026. - (Foto: Imagem Ilustrativa/A Critica)

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou nesta terça-feira (10) que a política de valorização do salário mínimo, somada à isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, deve injetar cerca de R$ 110 bilhões na economia brasileira em 2026. A declaração foi feita durante evento em Brasília que marcou os 90 anos do salário mínimo no Brasil.

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Segundo o ministro, a maior parte desse impacto vem justamente do reajuste do salário mínimo. “Se pegarmos o impacto da isenção do Imposto de Renda na economia neste ano e quanto que o salário mínimo injeta na economia no ano, é da ordem de R$ 110 bilhões que será injetada na economia este ano. Mas o salário mínimo é mais de R$ 80 bilhões dos R$ 110 bilhões. Então, veja a importância disso”, afirmou.

Durante o discurso, Marinho destacou que a política atual tem papel central na dinamização da economia, sobretudo pelo estímulo ao consumo. Para ele, o aumento da renda na base da pirâmide gera efeitos diretos na atividade econômica, especialmente no comércio e nos serviços.

O ministro também defendeu que a sociedade civil continue pressionando o Congresso e os governos por novos avanços na agenda trabalhista. Entre os pontos citados, ele mencionou a regulamentação do trabalho por aplicativos e o debate sobre a redução da jornada de trabalho.

Marinho reconheceu que o valor atual do salário mínimo ainda está distante do ideal, mas argumentou que, sem a política de valorização adotada pelo governo federal, o piso nacional estaria em patamar muito inferior. “Nós devemos estar satisfeitos com o valor atual? A resposta é não. Nós desejamos e queremos mais”, disse. Segundo ele, sem a política atual, o mínimo estaria próximo de R$ 800.

Ao comentar as críticas recorrentes às políticas de distribuição de renda, o ministro afirmou que esse tipo de reação não é novidade no país. “Quando se fala em distribuir renda, há uma reação grande de muita gente poderosa dizendo que isso vai destruir a economia brasileira, que vai gerar desemprego, que vamos perder competitividade”, declarou.

Marinho comparou o debate atual com resistências históricas enfrentadas por políticas trabalhistas no passado. “A mesma coisa se fala quando se discute a redução da jornada de trabalho ou o fim da escala 6 por 1. Parece que o mundo vai acabar. Mas foi assim também que o Getúlio criou o salário mínimo”, concluiu.

O evento em Brasília reuniu autoridades, sindicalistas e representantes de movimentos sociais, e teve como foco a trajetória histórica do salário mínimo e os desafios atuais para a valorização da renda do trabalhador brasileiro.

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