
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou nesta terça-feira (20) que o terceiro ano de seu atual mandato, encerrado neste mês de janeiro, registrou os menores índices de desemprego e de inflação acumulada, além de resultados históricos na massa salarial e no volume de exportações do país. A declaração foi feita durante discurso em Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul.
Segundo Lula, os indicadores econômicos refletem o desempenho do governo ao longo do período. “Vou terminar meu terceiro ano de mandato com a menor inflação acumulada em quatro anos da história do Brasil. Vou terminar meu terceiro ano de mandato com o menor desemprego da história do Brasil. Vou terminar meu terceiro ano de mandato com o maior crescimento da massa salarial e com o maior fluxo de exportação da história”, afirmou.
Durante a fala, o presidente também comentou sobre seu método de tomada de decisões. Lula disse que evita agir sob pressão e que prioriza manter equilíbrio diante de situações de tensão. De acordo com ele, decisões importantes não são tomadas de forma impulsiva.
“Sou muito equilibrado. Não tomo decisão com 39 graus de febre. Espero ela baixar. Não fico preocupado com o que acontece no mundo depois das dez da noite, eu quero dormir, porque sei que, se eu dormir bem, eu acordo bem”, declarou.
O presidente aproveitou o discurso para responder às críticas de setores que apontam suposta irresponsabilidade fiscal do governo. Ao relembrar a relação com o Fundo Monetário Internacional (FMI) em seus mandatos anteriores, Lula afirmou que aprendeu desde cedo a importância de manter as contas em dia.
“Eu vou pagar porque aprendi com a minha mãe que a gente não pode ficar devendo. Eu não gosto de dever, gosto de andar de cabeça em pé, olhando na cara das pessoas. Eu não quero que venham ao Brasil fiscalizar minha conta. A minha conta quem fiscaliza sou eu”, disse. Segundo ele, a noção de responsabilidade não vem da escola, mas da formação familiar.
Lula discursou durante evento do governo federal que anunciou novos contratos da Petrobras para a construção de navios em Rio Grande. Na ocasião, ele também relembrou as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024 e afirmou que não há precedentes para a rapidez da atuação do governo federal no apoio às famílias e empresas afetadas pela tragédia climática.

