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16 de janeiro de 2026 - 15h19
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ECONOMIA

Lula diz que bets 'tomam conta' do futebol, da publicidade e alimentam corrupção

Em evento na Casa da Moeda, presidente critica cassinos online, cita risco para crianças e cobra tributação do setor pelo Banco Central

16 janeiro 2026 - 13h15Gabriel de Sousa e Gabriel Hirabahasi
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. - (Foto: imagem Ilustrativa/A Critica )

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar, nesta sexta-feira (16), a atuação de cassinos online e casas de apostas esportivas no Brasil. Durante cerimônia na Casa da Moeda, ele afirmou que as bets estão “tomando conta” do futebol, da publicidade e também alimentando esquemas de corrupção no País.

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Lula chamou atenção para o fácil acesso às plataformas digitais, inclusive por crianças. Segundo ele, os cassinos virtuais “entraram nas casas” das famílias brasileiras.

“O cassino entrou nas casas da gente para a criança de 10 anos pegar o telefone do pai e jogar, com essa quantidade de bets que foram criadas aí, que está tomando conta do futebol, da publicidade e da corrupção, porque vocês estão vendo o trabalho do Banco Central tentando fazer com que essa gente pague, pelo menos, imposto no nosso País”, disse o presidente.

No palanque, ao lado dele, estava o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, citado por Lula ao falar da tentativa de cobrança de tributos do setor.

Lula também mencionou a influência de religiosos em sua formação ao lembrar que, desde criança, ouve que o Brasil não deveria ter cassinos. As casas de jogo foram proibidas em 1946, por decreto do então presidente Eurico Gaspar Dutra, que governou o País entre 1946 e 1951.

Ao relacionar a expansão das apostas com o cotidiano das famílias, o presidente buscou reforçar a crítica ao apelo das plataformas sobre jovens e crianças, especialmente por meio da publicidade intensa ligada ao futebol.

As declarações foram feitas durante o lançamento de uma medalha comemorativa pelos 90 anos do salário mínimo, criado em 1936. O evento ocorreu na Casa da Moeda e reuniu ministros e autoridades do governo federal.

Além de Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, estavam presentes Esther Dweck (Gestão e Inovação), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Luiz Marinho (Trabalho e Emprego).

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