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26 de janeiro de 2026 - 19h37
ECONOMIA

INSS não vai cortar aposentadorias de quem não tem nova identidade, esclarece governo

Boato nas redes sociais distorce mudanças graduais na exigência de biometria para novos benefícios

26 janeiro 2026 - 18h30Agência Brasil
INSS esclarece que exigência de biometria não afeta aposentadorias e benefícios já em pagamento.
INSS esclarece que exigência de biometria não afeta aposentadorias e benefícios já em pagamento. - (Foto: INSS/Divulgação)

Informações falsas sobre um suposto corte de aposentadorias do INSS para quem não possui a Carteira de Identidade Nacional (CIN) circularam intensamente nas redes sociais nesta segunda-feira (26). O órgão esclareceu que nenhum benefício em pagamento será suspenso por falta do novo documento e que as mudanças anunciadas afetam apenas novos pedidos, de forma gradual.

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Desde novembro, o INSS passou a exigir biometria digital para a solicitação de novos benefícios, como parte de um processo de modernização e combate a fraudes. A medida não atinge aposentadorias, pensões ou auxílios já concedidos. Nesta fase inicial, a biometria pode ser validada por diferentes documentos oficiais, não apenas pela CIN.

Atualmente, o INSS aceita dados biométricos da Carteira de Identidade Nacional, da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e do Título de Eleitor. A exigência se aplica exclusivamente a novas solicitações, sem qualquer impacto para quem já recebe benefícios.

O que muda a partir de maio

A partir de 1º de maio, a biometria digital passa a ser obrigatória também para novos pedidos de salário-maternidade, benefício por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) e pensão por morte. Quem não tiver biometria registrada em nenhum dos documentos aceitos precisará emitir a CIN para dar andamento ao pedido.

Mesmo com a mudança, CNH e título de eleitor continuam válidos para fins de biometria. A exclusividade da CIN só ocorrerá em um prazo mais longo.

CIN será obrigatória apenas em 2028

Somente a partir de 1º de janeiro de 2028 a Carteira de Identidade Nacional passará a ser o único documento biométrico aceito para novos pedidos e manutenção de benefícios do INSS. O órgão informou que todas as orientações serão comunicadas com antecedência por meio do aplicativo e do site Meu INSS, além dos postos de atendimento.

Quem já recebe não precisa fazer nada

O governo federal reforça que aposentados, pensionistas e beneficiários com pagamentos ativos não precisam tomar nenhuma providência imediata. A atualização biométrica desse público será feita de forma progressiva, sem bloqueio automático de valores.

Caso o INSS identifique a necessidade de atualização de dados de algum beneficiário, o cidadão será notificado individualmente, com antecedência e sem prejuízo financeiro.

Exceções previstas

Durante todo o processo, haverá exceções à exigência de biometria, considerando limitações regionais e sociais. A obrigatoriedade será dispensada, enquanto não houver alternativa oferecida pelo poder público, para:

  • pessoas com mais de 80 anos;

  • pessoas com dificuldade de locomoção por motivo de saúde, mediante comprovação;

  • moradores de áreas de difícil acesso, como comunidades ribeirinhas atendidas pelo PrevBarco;

  • migrantes, refugiados e apátridas;

  • residentes no exterior.

O INSS também mantém uma lista oficial de municípios classificados como localidades remotas ou muito remotas, com base no Índice de Acessibilidade do IBGE.

Cronograma oficial

A exigência de biometria está prevista no Decreto nº 12.561/2025, que regulamenta a Lei nº 15.077, e segue o seguinte calendário:

  • Desde 21 de novembro de 2025: novos pedidos exigem biometria (CIN, CNH ou título de eleitor);

  • A partir de 1º de maio de 2026: quem não tiver biometria em nenhum desses documentos precisará emitir a CIN;

  • A partir de 1º de janeiro de 2028: apenas a CIN será aceita para requerimentos e manutenção de benefícios.

Orientação do INSS

Apesar de a unificação definitiva ocorrer apenas em 2028, o INSS recomenda que os cidadãos emitam a CIN o quanto antes, junto aos órgãos estaduais de identificação. A medida ajuda a evitar filas no futuro e reforça a segurança dos dados pessoais e previdenciários.

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