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09 de janeiro de 2026 - 08h45
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ECONOMIA

Indústria opera 2,4% acima do pré-pandemia, diz IBGE

Levantamento mostra recuperação desigual: 11 de 25 atividades já superam o nível de fevereiro de 2020, enquanto setores como móveis e vestuário seguem abaixo

8 janeiro 2026 - 13h20Daniela Amorim e Gabriela da Cunha
Indústria brasileira opera 2,4% acima do nível pré-pandemia, mas setores como móveis e vestuário ainda não recuperaram o patamar de 2020.
Indústria brasileira opera 2,4% acima do nível pré-pandemia, mas setores como móveis e vestuário ainda não recuperaram o patamar de 2020. - (Foto: Divulgação)

A indústria brasileira encerrou novembro operando 2,4% acima do patamar de fevereiro de 2020, período imediatamente anterior à pandemia de covid-19. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e mostram que 11 das 25 atividades analisadas já voltaram a um nível superior ao pré-crise sanitária.

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Entre os setores que mais avançaram em relação ao pré-pandemia estão outros equipamentos de transporte, com alta de 26,9%, produtos do fumo, com 23,1%, máquinas e equipamentos, com 16,3%, e as indústrias extrativas, que operam 11,7% acima do patamar de fevereiro de 2020.

Na outra ponta, alguns segmentos ainda estão bem distantes da recuperação. A produção de móveis está 20,2% abaixo do nível anterior à pandemia. Vestuário e acessórios recuam 18,7%, produtos diversos caem 16% e o setor de couro e calçados registra queda de 12,6% em comparação com o pré-crise.

Quando observadas as grandes categorias econômicas, a pesquisa aponta que a produção de bens de capital – que inclui máquinas e equipamentos usados em investimentos – está 12,9% acima de fevereiro de 2020. Os bens intermediários, que englobam insumos usados em outros processos produtivos, operam 5,4% acima do nível pré-covid.

Já os bens duráveis ainda não recuperaram as perdas e seguem 11,1% abaixo do patamar anterior à pandemia. No caso dos bens semiduráveis e não duráveis, como itens de consumo cotidiano, a produção está 3,6% aquém do nível registrado em fevereiro de 2020, indicando que a retomada segue em ritmo mais lento nesses segmentos.

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