
Walter Rodrigues de Almeida, de 97 anos, morador do Rio de Janeiro, teve novamente a aposentadoria suspensa pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) após ser confundido com o irmão gêmeo, Waldir, que já morreu. Segundo o órgão, o benefício foi reativado e o pagamento será depositado em até 20 dias.
Por compartilharem os mesmos pais, sobrenome e data de nascimento, a confusão já ocorreu outras vezes. De acordo com a família, esta foi a quarta vez que Walter teve o benefício interrompido e precisou comprovar que está vivo para voltar a receber a aposentadoria.
O último pagamento foi feito em 5 de setembro de 2025. Desde então, o idoso ficou cerca de quatro meses sem receber. “Estou há quatro meses sem receber e eu tenho o direito a receber. Sou aposentado, trabalhei mais de 30 anos. Não sei por que isso está acontecendo”, afirmou Walter em entrevista à TV Globo.
Na última terça-feira, 13, familiares precisaram levar Walter até uma agência do INSS em Ramos, na zona norte da capital fluminense. No local, foram informados de que o caso ainda estava em análise e orientados a refazer o pedido de regularização. Apenas nesta sexta-feira, 16, o INSS informou ao Estadão que o benefício havia sido reativado.
A filha do aposentado, Elaine Almeida, criticou as falhas recorrentes no sistema do órgão. “Eles dizem que, como o irmão dele era gêmeo, houve suspeita de óbito do meu pai. Mas o controle não é feito pelo CPF? Os números são diferentes”, questionou. “Fico muito triste e indignada, porque meu pai volta do banco arrasado, e eu, como filha, não posso resolver a situação, apenas ajudá-lo”, completou.
Walter utiliza a aposentadoria principalmente para custear despesas básicas e a compra de medicamentos. “Tenho minhas despesas. Tenho 97 anos, moro com meu filho, mas preciso pagar minhas contas. Já apresentei todos os documentos solicitados”, disse o idoso, que agora aguarda o depósito do benefício regularizado.


