Grupo Feitosa de Comunicação
(67) 99974-5440
(67) 3317-7890
12 de fevereiro de 2026 - 21h14
ECONOMIA

Ibovespa recua 1% após recorde histórico e fecha aos 187 mil pontos

Realização de lucros e aversão ao risco externo pressionam Bolsa; Banco do Brasil sobe 4,5%

12 fevereiro 2026 - 19h15Luís Eduardo Leal
Ibovespa fechou em queda de 1,02% após atingir nível recorde na véspera.
Ibovespa fechou em queda de 1,02% após atingir nível recorde na véspera. - (Foto: B3/Divulgação)

Depois de encostar nos 190 mil pontos no fechamento de quarta-feira e atingir o patamar inédito durante o pregão, o Ibovespa interrompeu a sequência de altas nesta quinta-feira, 12, e passou por um movimento de correção.

Canal WhatsApp

O principal índice da B3 oscilou entre 186.959,07 e 189.989,97 pontos e encerrou o dia em queda de 1,02%, aos 187.766,42 pontos. O volume financeiro somou R$ 39,4 bilhões. Apesar do recuo, o índice acumula alta de 3,53% no mês, avanço de 2,63% na semana e valorização de 16,53% no ano.

A pausa ocorre após a forte valorização recente e em meio ao ambiente externo mais cauteloso, com investidores realizando lucros.

Em Nova York, os principais índices registraram perdas relevantes. O Nasdaq chegou a cair 2,03% no dia e acumula recuo de cerca de 3,7% no mês, diante do escrutínio sobre os elevados investimentos em Inteligência Artificial pelas gigantes de tecnologia.

O movimento de aversão ao risco levou a uma rotação global de ativos, com redução de exposição a ações nos Estados Unidos. Nesse cenário, os rendimentos dos Treasuries recuaram, enquanto o petróleo caiu quase 3% em Londres e Nova York.

Segundo Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, o mercado também ajusta posições após dados de emprego mais fortes nos Estados Unidos e aguarda a divulgação do índice de preços ao consumidor, prevista para sexta-feira.

Na B3, entre as principais ações, apenas Banco do Brasil ON fechou em alta expressiva, de 4,50%. O desempenho ocorreu após a divulgação do balanço trimestral na noite anterior e conferência com investidores nesta manhã.

O banco conseguiu se descolar do restante do setor financeiro, que operou em baixa. Santander Unit caiu 4,88% na mínima do dia, enquanto Bradesco PN recuou 1,44% e Itaú PN perdeu 2,29%.

Entre as maiores quedas do índice, destaque para Raízen (-12,99%), Braskem (-11,27%), CSN (-9,56%) e Magazine Luiza (-8,56%). Do lado positivo, Assaí avançou 5,09% e Ambev subiu 4,76%, após divulgar resultados do quarto trimestre.

Com o petróleo em queda, as ações da Petrobras figuraram entre as principais baixas do dia, com recuo de 3,09% nas ordinárias e 2,55% nas preferenciais.

Luise Coutinho, head de produtos e alocação na HCI Advisors, explica que a queda superior a 10% da Braskem ocorreu após a Petrobras confirmar que não pretende exercer direitos de compra ou venda conjunta na negociação das ações da petroquímica.

Ela também aponta que a Agência Internacional de Energia revisou para baixo a previsão de consumo global de petróleo em 2026, o que pressionou os preços internacionais e impactou empresas do setor, como Prio (-2,56%), PetroReconcavo (-3,36%) e Brava (-3,09%).

A sessão refletiu um ajuste técnico após recordes recentes e um ambiente externo mais defensivo, enquanto investidores aguardam novos indicadores que possam sinalizar os próximos passos da política monetária americana.

Assine a Newsletter
Banner Whatsapp Desktop