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27 de janeiro de 2026 - 20h54
ECONOMIA

Ibovespa bate 183 mil pontos e fecha em novo recorde com forte entrada de capital estrangeiro

Bolsa sobe 1,79%, acumula quase 13% no mês e mantém rali impulsionado por bancos, Vale e Petrobras

27 janeiro 2026 - 19h15Luís Eduardo Leal e Mateus Fagundes
Ibovespa atinge máxima histórica e fecha acima dos 181 mil pontos, impulsionado por bancos, Vale e Petrobras.
Ibovespa atinge máxima histórica e fecha acima dos 181 mil pontos, impulsionado por bancos, Vale e Petrobras. - (Foto: B3/Divulgação)

O Ibovespa retomou nesta terça-feira (27) a trajetória de máximas históricas e atingiu, durante o pregão, o patamar inédito de 183 mil pontos. Ao final da sessão, o principal índice da B3 avançou 1,79%, encerrando aos 181.919,13 pontos, com giro financeiro de R$ 35,3 bilhões.

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O desempenho reforça o movimento observado na semana passada, quando o índice saiu da faixa dos 166 mil pontos e rompeu a barreira dos 180 mil em apenas quatro sessões consecutivas. Em apenas dois pregões nesta semana, o Ibovespa já acumula alta de 1,71%. No mês, o ganho chega a 12,91%.

Das últimas seis sessões, o índice renovou recordes em cinco. Desde 14 de janeiro, esta foi a sétima vez que o Ibovespa fechou no maior nível da história, superando com folga o recorde anterior, de 164,4 mil pontos, registrado em dezembro do ano passado.

O setor financeiro voltou a liderar os ganhos. As ações do Santander Unit subiram 3,18%, enquanto o Itaú PN avançou 2,65%. A Vale, papel de maior peso no índice, teve valorização de 2,20%. A Petrobras também contribuiu de forma decisiva, com alta de 2,80% nas ações ordinárias e de 2,18% nas preferenciais, acompanhando a valorização próxima de 3% do petróleo nos mercados internacionais.

Na ponta positiva do índice, destaque para Raízen (+8,43%), CSN (+7,13%) e Yduqs (+6,96%). Entre as maiores quedas ficaram Eneva (-2,72%), Auren (-2,71%) e Vivara (-1,88%).

O movimento de alta da Bolsa veio acompanhado de forte queda do dólar. A moeda norte-americana recuou 1,38% frente ao real, encerrando o dia próxima de R$ 5,20, no menor nível desde maio de 2024. Na mínima do pregão, chegou a R$ 5,1987, sinalizando continuidade do ingresso de capital externo.

Para Felipe Cima, analista da Manchester Investimentos, a percepção é de que o fluxo estrangeiro segue intenso, especialmente em ações de maior liquidez e peso no Ibovespa, incluindo recursos que entram de forma passiva via fundos negociados em Nova York.

As atenções agora se voltam para as decisões de política monetária desta quarta-feira (28), no Brasil e nos Estados Unidos. A expectativa do mercado é de manutenção das taxas de juros em ambos os países.

Segundo Cristiane Quartaroli, economista-chefe do Ouribank, o diferencial entre a Selic e os juros internacionais segue favorecendo os ativos brasileiros, mas a comunicação dos bancos centrais pode aumentar a volatilidade dos mercados.

No cenário externo, há expectativa de que o Federal Reserve sinalize proximidade de cortes de juros, o que, somado à temporada de balanços, especialmente das empresas de tecnologia, tende a sustentar o apetite por risco, avalia Bruno Perri, da Fórum Investimentos.

Relatório do BTG Pactual aponta que o atual rali da B3 é sustentado principalmente pela entrada líquida de recursos estrangeiros. Segundo o banco, o Ibovespa avançou 11% nas três primeiras semanas do ano, ou 15% em dólar, impulsionado por esse fluxo.

O aporte estrangeiro em janeiro já é o maior volume mensal em um ano. Fundos de mercados emergentes captaram US$ 17,5 bilhões no mês, quase metade de todo o ingresso registrado em 2024. A participação de ações brasileiras nos fundos globais subiu de 5,6% para 6,4%.

Enquanto isso, investidores institucionais locais seguem na ponta vendedora, com saldo negativo de R$ 2,1 bilhões no ano. Os fundos de ações acumulam resgates líquidos de R$ 63 bilhões em 2025.

Apesar disso, o BTG avalia que a expectativa de queda da Selic, projetada de 15% para 12% até dezembro, pode estimular uma migração gradual de recursos da renda fixa para a Bolsa, criando um ambiente ainda mais favorável para as ações brasileiras nos próximos meses.

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