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15 de janeiro de 2026 - 22h03
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ECONOMIA

Ibovespa fecha acima de 165 mil pontos pelo segundo dia e renova recordes

Índice da B3 atinge máxima histórica intradiária, mesmo com queda de Petrobras e ajuste no petróleo

15 janeiro 2026 - 20h30Luís Eduardo Leal e Luciana Antonello Xavier
Ibovespa renova recordes e encerra o dia acima dos 165 mil pontos pela segunda sessão seguida.
Ibovespa renova recordes e encerra o dia acima dos 165 mil pontos pela segunda sessão seguida. - (Foto: B3/Divulgação)

O Ibovespa voltou a encerrar o pregão em patamar histórico nesta quinta-feira, 15, ao fechar aos 165.568,32 pontos, em alta de 0,26%, marcando o segundo dia consecutivo acima da faixa dos 165 mil pontos. Durante a sessão, o principal índice da B3 chegou a tocar, pela primeira vez, o nível dos 166 mil pontos, estabelecendo novo recorde intradiário.

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Ao longo do dia, o Ibovespa oscilou entre 164.832,53 pontos, na mínima, e 166.069,94 pontos, na máxima, depois de abrir aos 165.179,75 pontos. O volume financeiro somou R$ 27,8 bilhões, abaixo do registrado na quarta-feira, quando o vencimento de opções elevou o giro para R$ 65,5 bilhões, mas ainda considerado robusto. Na semana, o índice acumula ganho de 1,35%, enquanto no mês avança 2,76%.

A nova máxima foi alcançada mesmo com o desempenho negativo das ações da Petrobras, que vinham sustentando parte da alta recente do índice. Os papéis ON caíram 1,02%, enquanto os PN recuaram 0,63%, refletindo o forte ajuste nos preços do petróleo no mercado internacional.

A queda da commodity ganhou força desde o fim da tarde de quarta-feira, após sinais de que os Estados Unidos recuaram da possibilidade de uma intervenção militar direta no Irã, o que reduziu o prêmio de risco geopolítico. Em Londres e Nova York, os contratos futuros do Brent e do WTI cederam mais de 4%, pressionando as ações da estatal brasileira.

Apesar disso, o impacto negativo no Ibovespa foi parcialmente compensado pelo desempenho de outros setores, especialmente o financeiro, que ajudou o índice a ganhar fôlego do meio para o fim da tarde.

Entre os grandes bancos, Bradesco se destacou positivamente, com alta de 1,58% nas ações ON e 2,05% nas PN. Já Santander (Unit -2,47%) e Banco do Brasil (ON -0,19%) fecharam em baixa.

A Vale, ação de maior peso no índice, chegou a subir durante a tarde e deu impulso ao Ibovespa, mas perdeu força no fechamento e terminou com leve queda de 0,09%.

Na ponta positiva do pregão, os destaques foram Vamos (+7,61%), Magazine Luiza (+4,05%) e Multiplan (+2,83%). Entre as maiores baixas apareceram Smart Fit (-8,17%), Vivara (-6,56%) e C&A (-5,15%).

No noticiário doméstico, a liquidação extrajudicial da Reag e de outra instituição financeira que atuava no mercado de câmbio não trouxe impacto relevante aos preços dos ativos. Para o estrategista-chefe da EPS Investimentos, Luciano Rostagno, o movimento teve efeito oposto ao de gerar insegurança.

“A liquidação da Reag reforça que o Banco Central continua atuando de forma técnica, fazendo o trabalho necessário para evitar uma quebra de confiança”, avaliou, em referência à CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, nova denominação da Reag DTVM. A outra instituição atingida foi a corretora Advanced.

Segundo Rostagno, o maior foco de atenção do mercado está em decisões de outros órgãos. “O que gera mais preocupação são medidas envolvendo o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal de Contas da União, que têm causado ruído e apreensão”, afirmou.

Para Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora, o Ibovespa chegou a devolver parte dos ganhos iniciais diante da ansiedade do mercado com os dados de pedidos semanais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos, que vieram abaixo do esperado. O resultado trouxe dúvidas sobre o ritmo de cortes de juros pelo Federal Reserve.

“Apesar das incertezas, inclusive geopolíticas, a economia americana segue forte”, avaliou o analista, apontando reflexos na política monetária e nos rendimentos dos Treasuries.

Na mesma linha, João Duarte, sócio da ONE Investimentos, destacou que os dados americanos sustentaram os juros dos títulos do Tesouro dos EUA e limitaram uma queda mais intensa do dólar global. Ainda assim, no Brasil, o real seguiu favorecido pelo fluxo para ativos de risco e pelo nível elevado dos juros domésticos.

O dólar à vista encerrou o dia em queda de 0,61%, cotado a R$ 5,3681.

Em Nova York, os principais índices fecharam em alta: Dow Jones (+0,60%), S&P 500 (+0,26%) e Nasdaq (+0,25%).

No Brasil, dados divulgados pelo IBGE também ajudaram a dar sustentação ao mercado no início do pregão. A Pesquisa Mensal do Comércio mostrou alta de 1% nas vendas do varejo em novembro, acima das expectativas.

“Mostra uma economia aquecida, mesmo com os juros altos”, afirmou Andressa Bergamo, sócia da AVG Capital, destacando o impacto positivo sobre ações ligadas ao consumo, como Magazine Luiza.

Apesar disso, no fechamento, o índice de consumo (Icon) recuou 0,41%, enquanto o índice de materiais básicos (Imat) caiu 0,49%, refletindo maior correlação com o cenário externo.

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