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04 de fevereiro de 2026 - 21h18
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ECONOMIA

Ibovespa cai 2,14% após renovação de recordes e tem pior dia desde dezembro

Queda foi puxada por bancos após balanço do Santander; Vale reduziu perdas no fechamento

4 fevereiro 2026 - 20h00Luís Eduardo Leal
Ibovespa registrou forte correção após sequência de recordes e fechou em queda de 2,14%.
Ibovespa registrou forte correção após sequência de recordes e fechou em queda de 2,14%. - (Foto: B3/Divulgação)

Após renovar máximas históricas, o Ibovespa registrou forte correção nesta quarta-feira (4) e chegou a ameaçar a maior queda diária desde o chamado “Flávio Day”, em dezembro. O índice da B3 chegou a recuar perto de 3% ao longo do pregão, mas reduziu as perdas no fim da sessão e encerrou em queda de 2,14%, aos 181.708,23 pontos.

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Na mínima do dia, o Ibovespa atingiu 180.268,54 pontos, mais de 5 mil pontos abaixo da máxima registrada na abertura, de 185.670,99. O resultado marcou a maior perda diária do índice desde 16 de dezembro, quando caiu 2,40%.

Apesar da correção, o volume financeiro permaneceu elevado, somando R$ 37 bilhões, em linha com o patamar observado desde janeiro. O movimento reflete o aumento da participação de investidores estrangeiros no mercado brasileiro, impulsionado pela rotação global de ativos, com redução de exposição aos Estados Unidos.

Com o ajuste desta quarta-feira, o Ibovespa limita o ganho da semana a 0,19%, mesmo percentual acumulado em fevereiro. No ano, o índice avança 12,77% e, em 12 meses, acumula alta de 45,20%.

O principal fator de pressão veio do setor financeiro, após a divulgação do balanço do Santander, que abriu a temporada de resultados do quarto trimestre de 2025. Santander Unit caiu 2,70%. Itaú PN recuou 3,29%, antes da divulgação de seu balanço após o fechamento do mercado, enquanto Bradesco PN perdeu 3,23%.

Entre as ações de commodities, o desempenho foi mais resiliente. Vale ON, principal papel do índice, conseguiu virar para alta de 0,49% no fechamento, ajudando a reduzir a perda do Ibovespa. Petrobras caiu 0,57% na ON e 0,16% na PN.

Apenas sete das 85 ações do índice fecharam em alta. Braskem liderou os ganhos, com avanço de 1,95%, seguida por Porto Seguro (1,51%), Rumo (1,33%) e Suzano (1,04%). Na ponta negativa, os destaques foram Raízen (-13,27%), Totvs (-12,89%), Hypera (-10,30%) e Cogna (-6,91%).

Para o economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, Bruno Perri, os números do Santander desencadearam uma correção no setor financeiro, que acabou se espalhando por outros segmentos do mercado. Segundo ele, o movimento sinaliza desgaste após o longo rali das ações brasileiras.

Nos Estados Unidos, as bolsas operaram com cautela. O Nasdaq caiu 1,51%, o S&P 500 recuou 0,51% e o Dow Jones avançou 0,53%. O mercado segue atento à temporada de balanços, especialmente das empresas de tecnologia, em meio a questionamentos sobre avaliações elevadas ligadas ao tema da inteligência artificial.

Para Higor Rabelo, especialista e sócio da Valor Investimentos, o movimento técnico de venda de ativos nos Estados Unidos e a rotação global continuam favorecendo mercados emergentes como o Brasil. Segundo ele, mesmo uma pequena realocação de recursos no exterior representa fluxo relevante para a B3.

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