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09 de fevereiro de 2026 - 22h27
ECONOMIA

Hugo Motta diz que Câmara pode votar redução da jornada ainda neste ano

Presidente da Casa defende debate e afirma que proposta pode avançar após definição da CCJ

9 fevereiro 2026 - 20h45Victor Ohana
Presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou acreditar na votação da redução da jornada de trabalho ainda neste ano.
Presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou acreditar na votação da redução da jornada de trabalho ainda neste ano. - (Foto: Imagem Ilustrativa/A Critica)

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta segunda-feira (9) que acredita na possibilidade de o Congresso Nacional votar ainda neste ano a proposta que trata da redução da jornada de trabalho no Brasil. A declaração foi feita ao responder questionamentos da imprensa sobre a viabilidade de a matéria ser apreciada no plenário em 2026.

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“A minha aposta é que sim”, afirmou Motta. Segundo ele, a atual gestão da Câmara pretende acelerar a análise de projetos considerados relevantes para a população. “No Brasil, tudo fica sempre para depois do Carnaval. Este ano, nós demonstramos esse comprometimento, justamente para dizer à população que a Câmara quer trabalhar neste semestre para aprovar o maior número de propostas possíveis, de interesse da população brasileira”, disse.

O presidente da Câmara também defendeu a importância de enfrentar o debate sobre a redução da jornada de trabalho, rebatendo críticas e comparações com impactos negativos na economia. Para Motta, avanços históricos ocorreram justamente quando temas sensíveis foram discutidos e aprovados.

“Pessimistas, lá atrás, na época da escravidão, ficaram contra o fim da escravidão. Depois, ficaram contra a criação da carteira de trabalho. E o que nós vimos foi que, quando se teve coragem de enfrentar essas pautas, o Brasil ganhou. Ganhou em prosperidade”, declarou.

Durante a conversa com jornalistas, Motta confirmou ainda que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, solicitou uma reunião para tratar do tema ainda nesta semana. O encontro deve reunir o presidente da Câmara, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, e a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.

Apesar do otimismo, Motta explicou que a tramitação da proposta depende de etapas internas da Casa. Segundo ele, a definição do relator só ocorrerá após a eleição do novo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), considerada estratégica para o avanço da matéria.

Mais cedo, o presidente da Câmara decidiu apensar a Proposta de Emenda à Constituição apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) a outra PEC protocolada em 2019 pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). A proposta mais antiga está em estágio mais avançado, mas encontrava-se parada na CCJ.

Com o apensamento, as propostas passam a tramitar juntas, o que pode facilitar a retomada das discussões e destravar o andamento do tema no Legislativo.

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