
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, acusou nesta terça-feira (13) a oposição de utilizar “dinheiro sujo” para contratar influenciadores digitais com o objetivo de espalhar desinformação sobre a reforma tributária. A declaração foi feita durante conversa com jornalistas na chegada ao Ministério da Fazenda, em Brasília.
Segundo Haddad, circulam notícias falsas afirmando que a nova plataforma da reforma tributária, lançada nesta terça, já daria início a novas cobranças de impostos, o que, de acordo com ele, não procede. O ministro classificou esse tipo de prática como criminosa e prejudicial ao País.
“Esse tipo de ação delituosa da oposição não contribui. Ainda estão contratando com dinheiro sujo influenciadores para soltar esse tipo de fake news. Quem ganha com isso? O Brasil não ganha com isso. É mentira”, afirmou.
O ministro também comentou o relacionamento do governo com o Congresso Nacional. Apesar de reconhecer divergências, Haddad avaliou que o Legislativo tem cumprido seu papel ao analisar as propostas do Executivo e decidir sobre pautas consideradas relevantes para o País.
“Continuamos contando com o Congresso Nacional. O Congresso, do jeito dele, se debruçou sobre todas as iniciativas do Executivo. Não votou sempre como nós gostaríamos, mas é assim que funciona a democracia”, disse.
Durante a fala, Haddad destacou indicadores econômicos que, segundo ele, apontam um cenário mais favorável, como a redução do desemprego, inflação em patamar menor e maior transparência no resultado fiscal. Na avaliação do ministro, esses dados demonstram que a política econômica adotada pelo governo vem seguindo o planejamento definido ainda antes do início do atual mandato.
“Não existe fazer lição de casa. Existe um caminho que foi traçado no final de 2022 e nós estamos cumprindo rigorosamente”, afirmou.
As declarações ocorrem em um momento de debate intenso sobre a implementação da reforma tributária e o ambiente político em torno das medidas econômicas do governo. Haddad reforçou que informações falsas podem gerar ruído desnecessário e dificultar a compreensão da população sobre mudanças estruturais no sistema de impostos.

