
O cenário econômico e político do país deve passar por mudanças importantes nas próximas semanas. Nesta quinta-feira (29), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que já apresentou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva os nomes sugeridos para ocupar as duas vagas em aberto na diretoria do Banco Central (BC).
Embora tenha oficializado suas indicações, Haddad ressaltou que a palavra final cabe exclusivamente ao presidente, que tem consultado outros interlocutores de confiança antes de bater o martelo. "O presidente ouve pessoas da economia e procura conhecer os candidatos antes de decidir. Quando a decisão é tomada, ele envia imediatamente ao Congresso para evitar vazamentos", explicou o ministro ao chegar à sede da pasta.
Mudança no primeiro escalão O diferencial da movimentação atual é a confirmação de um cronograma de despedida. Haddad reiterou que sua saída do Ministério da Fazenda deve ocorrer ainda em fevereiro. Esse movimento é estratégico, pois abre caminho para que o ministro e o presidente Lula definam os próximos passos eleitorais visando o pleito de 2026.
Incerteza sobre agenda internacional Diferente do que havia sido sinalizado anteriormente, a participação de Haddad na comitiva presidencial para a Índia, prevista para ocorrer entre 17 e 21 de fevereiro, tornou-se incerta. "Possivelmente não irei", declarou o ministro. A ausência na viagem reforça a tese de que o foco de Haddad, no momento, está voltado para a conclusão de sua gestão à frente da economia e para as articulações políticas internas.

