
A apresentadora, advogada e influenciadora Gabriela Prioli negou, na sexta-feira (9), ter defendido o Banco Master ou recebido qualquer pagamento para produzir conteúdos relacionados à instituição financeira. A manifestação ocorreu por meio de um vídeo publicado em seu perfil no Instagram, horas após seu nome ser citado em entrevista exibida pela GloboNews.
Prioli foi mencionada pelo vereador Rony Gabriel (PL), de Erechim (RS), que também atua como influenciador digital. Durante a entrevista, ele afirmou que conteúdos semelhantes a um vídeo antigo da apresentadora estariam sendo usados como exemplo em uma suposta estratégia para orientar influenciadores a defenderem o Banco Master nas redes sociais.
O vereador é um dos denunciantes de que agências de comunicação teriam procurado influenciadores e páginas com grande alcance para promover uma campanha de descredibilização do Banco Central no contexto do caso envolvendo o banco. Ao citar Prioli, Gabriel afirmou que não a acusava diretamente, mas sugeriu que um vídeo dela poderia ter sido usado como referência.
“Não estou dizendo que ela fez, quero deixar isso muito claro, mas tem um vídeo dela rolando que tem um teor muito semelhante a esses vídeos que foram feitos”, disse. Ele acrescentou que não sabia se a apresentadora havia assinado contrato ou recebido pagamento, ressaltando que isso caberia às investigações esclarecer.
Em resposta, Gabriela Prioli afirmou estar sendo alvo de ataques desonestos. Segundo ela, pessoas passaram a associar um vídeo gravado no início de 2025 a fatos recentes envolvendo o Banco Master. “Eu não produzi nenhum conteúdo atacando o Banco Central. Eu não fui paga para produzir nenhum conteúdo defendendo banco nenhum”, afirmou.
A apresentadora também destacou que todo conteúdo patrocinado que produz é devidamente identificado. “Todo conteúdo pelo qual eu recebo algum dinheiro está marcado como publicidade, como deve ser”, disse no vídeo.
Prioli explicou ainda que o material que voltou a circular foi gravado para responder a uma pergunta de um seguidor no começo de 2025, quando as informações disponíveis eram diferentes das atuais. “Lá no começo de 2025 a gente não sabia o que a gente sabe agora”, afirmou.
O vídeo original, publicado no início de abril do ano passado, não está mais disponível nas redes sociais da influenciadora e passou a circular apenas por meio de republicações feitas por críticos. Na gravação, Prioli inicia com a pergunta “Quem desdenha quer comprar?” e comenta que bancos médios costumam oferecer rendimentos mais altos em aplicações de renda fixa do que instituições de grande porte.
No conteúdo, ela faz uma analogia com a estratégia de desvalorizar um imóvel antes de comprá-lo e afirma que acompanhava notícias do setor financeiro porque pretendia iniciar uma série sobre dinheiro, deixando claro que falaria como interessada no tema, e não como especialista.
O debate ganhou força após a divulgação, em 28 de março, da negociação para que o Banco de Brasília (BRB) comprasse o Banco Master. A operação levantou suspeitas sobre possíveis tentativas de ocultar ou solucionar problemas enfrentados pela instituição comandada por Daniel Vorcaro, que chegou a ser preso por 12 dias em novembro de 2025.
Procurada novamente pela reportagem, Gabriela Prioli informou que não faria novas manifestações sobre o assunto.

