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FCO injeta R$ 560 milhões em projetos empresariais e rurais em MS

Reunião do Conselho Estadual do FCO aprova 204 propostas e beneficia 44 municípios com recursos voltados à produção, inovação e sustentabilidade

24 março 2025 - 09h40Da Redação
O secretário Jaime Verruck
O secretário Jaime Verruck - (Foto: Divulgação)
ENERGISA

O Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) já movimentou mais de R$ 560 milhões em Mato Grosso do Sul em 2025. O montante foi destinado a 204 projetos empresariais e rurais aprovados até o momento pelo Conselho Estadual do FCO (CEIF/FCO), impulsionando setores estratégicos da economia em 44 municípios do Estado.

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A informação foi divulgada durante a 3ª reunião ordinária do CEIF/FCO, realizada na Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), no dia 20 de março. O encontro foi conduzido pelo titular da pasta, Jaime Verruck, e contou com representantes da Seilog, Sead, Famasul, Fecomércio, Fiems, Sebrae-MS e Agraer, além dos agentes financeiros Banco do Brasil, BRDE, Credicoamo e Sicredi.

Do total aprovado, R$ 375,1 milhões foram direcionados ao FCO Rural, enquanto R$ 185,3 milhões atenderam projetos do FCO Empresarial. Os dados mostram a forte demanda por financiamento nos setores produtivos e o compromisso do governo estadual com o desenvolvimento sustentável e tecnológico no campo e na cidade.

Apoio a diversos setores econômicos - Somente na última reunião do Conselho foram aprovadas 99 cartas-consultas, que somaram R$ 153,6 milhões. Destas, 25 propostas foram do FCO Empresarial, com um valor total de R$ 35,1 milhões. Outras 74 foram classificadas como FCO Rural, totalizando R$ 118,5 milhões.

Segundo a Semadesc, os recursos empresariais contemplam projetos nos setores de comércio e serviços, indústria e turismo regional. Já no campo, os investimentos vão desde a aquisição de bovinos e máquinas até obras de irrigação, armazenamento, energia fotovoltaica, produção de biogás, correção de solo, reforma de pastagens e projetos com foco na cana-de-açúcar.

Foco em inovação e sustentabilidade no campo - O destaque no setor rural demonstra a crescente busca por tecnologias sustentáveis e inovação no agronegócio sul-mato-grossense. “O FCO tem sido um instrumento estratégico para que o produtor rural consiga investir em infraestrutura, modernização e sustentabilidade, o que reflete diretamente no aumento da produtividade e competitividade do Estado”, destacou Jaime Verruck, secretário da Semadesc.

O programa também estimula práticas ambientais mais sustentáveis, como a geração de energia limpa, o uso racional de recursos hídricos e a ampliação da produtividade com menor impacto ambiental.

Projeção para 2025 ultrapassa R$ 2,6 bilhões - Para este ano, o FCO prevê a destinação de mais de R$ 2,6 bilhões para Mato Grosso do Sul, sendo 50% voltados ao setor empresarial e 50% ao setor rural. A meta é alcançar um número ainda maior de beneficiários em todas as regiões do Estado, fortalecendo cadeias produtivas e promovendo inclusão econômica.

“O FCO é essencial para a interiorização do desenvolvimento. Cada carta aprovada representa um projeto que gera empregos, movimenta a economia local e contribui com o crescimento sustentável do Mato Grosso do Sul”, afirmou Verruck.

Atuação integrada e regionalizada - A atuação conjunta dos agentes públicos e privados tem sido fundamental para o bom desempenho do FCO em Mato Grosso do Sul. A articulação entre instituições como Famasul, Fecomércio, Fiems, Sebrae-MS e Agraer garante que os projetos sejam avaliados com critérios técnicos e atendam as reais necessidades dos empreendedores e produtores rurais.

Além disso, a diversidade de agentes financeiros – como Banco do Brasil, BRDE, Sicredi e Credicoamo – amplia o alcance do programa e facilita o acesso ao crédito, respeitando as peculiaridades regionais e os diferentes portes dos empreendimentos.

Impacto em todas as regiões do Estado - Com 44 municípios contemplados nas propostas já aprovadas em 2025, o FCO reforça seu papel descentralizador. Municípios de diferentes portes e perfis econômicos tiveram projetos aprovados, garantindo que os investimentos cheguem também às regiões mais afastadas dos grandes centros.

A expectativa é que, ao longo do ano, o número de cartas-consultas continue crescendo, fortalecendo cadeias produtivas como a da carne bovina, grãos, cana-de-açúcar, além de apoiar a indústria e os serviços locais.

Para ampliar ainda mais o impacto do programa, os órgãos envolvidos trabalham para agilizar o trâmite das propostas e oferecer suporte técnico aos interessados. O Sebrae-MS, por exemplo, tem papel fundamental na orientação a micro e pequenos empreendedores, enquanto a Agraer oferece apoio técnico a produtores rurais familiares.

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