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14 de fevereiro de 2026 - 10h49
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POLÍTICA

Fávaro diz que distância entre agro e Lula diminuiu e defende continuidade

Ministro deixa Agricultura até abril e afirma que setor não deve temer novo mandato

14 fevereiro 2026 - 09h15Redação
Carlos Fávaro defende atuação diplomática do Brasil na crise com os EUA e destaca ampliação de mercados para o agro
Carlos Fávaro defende atuação diplomática do Brasil na crise com os EUA e destaca ampliação de mercados para o agro - (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/EBC)

De saída do Ministério da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD-MT) afirma que a relação entre o agronegócio e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mudou ao longo dos últimos três anos. Segundo ele, o ambiente hoje é menos resistente e mais aberto ao diálogo do que no início da gestão.

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Em entrevista exclusiva ao Broadcast Agro, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, Fávaro disse que “muitas pontes foram reconstruídas” e avaliou que o cenário eleitoral deste ano deve ter menos radicalismo. “Tenho convicção que muitas pontes foram reconstruídas e teremos menos radicalismo na eleição deste ano. Todos aqueles que racionalmente avaliam o governo, percebem que houve uma ponte reconstruída”, declarou.

O ministro deve deixar o cargo até o início de abril para retornar ao Senado pelo PSD de Mato Grosso. Ao fazer um balanço da gestão, afirmou que a resistência do setor diminuiu ao longo do tempo. “A resistência diminuiu. Nada resiste ao trabalho”, disse, ao comentar as políticas públicas adotadas pelo governo.

Para Fávaro, o agronegócio não precisa temer um eventual quarto mandato de Lula. “O setor não precisa ter receio de um quarto mandato do presidente Lula, porque ele vai estar ao lado do setor”, afirmou.

Ele sustenta que uma de suas missões à frente da pasta foi reduzir a desconfiança inicial. “Fazia parte da missão desmistificar que o presidente Lula faria mal ao agronegócio brasileiro ou que seria um governo de incertezas e perseguição, o que não se concretizou”, declarou.

Entre os pontos que considera avanços, citou políticas como financiamento para armazéns e biocombustíveis, ampliação dos Planos Safra e abertura de mercados internacionais. “Mostrou-se, mais uma vez, um governo ao lado do produtor, que investiu em biocombustíveis, que fez Planos Safras sucessivamente maiores, que abriu mercados”, afirmou.

Legado e sucessão - Ao tratar do legado, Fávaro mencionou mudanças estruturais no Ministério da Agricultura, incluindo a digitalização de estações meteorológicas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), adoção de certificados sanitários eletrônicos e medidas de desburocratização.

A sucessão no comando da pasta já foi discutida com o presidente Lula em reunião realizada na quinta-feira (12). Segundo o ministro, a escolha caberá exclusivamente ao presidente.

Ele defende que não haja ruptura nas ações em andamento. “O posicionamento do presidente Lula é de que não haja interrupção das políticas públicas, do direcionamento das ações que estão sendo feitas. A única mudança será o nome que executará as políticas públicas que já estão estabelecidas”, afirmou. “A palavra de ordem é continuidade e que a pessoa escolhida tenha compromisso de seguir com as políticas públicas que estão sendo implementadas”, completou.

Ao deixar o ministério, Fávaro tenta consolidar a imagem de que o diálogo com o setor produtivo avançou. A avaliação dele é de que o desgaste inicial deu lugar a uma relação mais pragmática — ponto que, segundo afirma, pode influenciar o clima político em ano eleitoral.

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