
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira (9) que o país será um dos principais favorecidos pela retomada da produção e exportação de petróleo da Venezuela. A afirmação foi feita durante um encontro na Casa Branca com executivos das maiores empresas de energia do mundo, onde o líder norte-americano discutiu planos para “reconstruir” a economia venezuelana após a deposição de Nicolás Maduro, ocorrida no último sábado (3).
Trump afirmou que Washington mantém uma boa relação com o novo grupo que assumiu o comando em Caracas. “Estamos nos dando bem com as pessoas que estão administrando a Venezuela”, disse. Segundo ele, o objetivo é promover uma integração econômica mais próxima entre os dois países. “Vamos integrar de perto as economias dos EUA e da Venezuela. Isso trará prosperidade para ambos os lados”, declarou o presidente.
De acordo com Trump, os Estados Unidos já receberam recentemente uma remessa de 30 milhões de barris de petróleo venezuelano, avaliada em cerca de US$ 4 bilhões. O presidente afirmou ainda que as empresas petrolíferas americanas deverão desempenhar um papel fundamental nessa nova fase de cooperação entre as nações.
Em outro momento, Trump destacou que gigantes do setor de energia se comprometeram a destinar US$ 100 bilhões de seus próprios recursos para ajudar na reconstrução da Venezuela. O valor seria utilizado em investimentos na infraestrutura e na retomada da indústria de petróleo do país sul-americano.
O presidente também revelou que a Venezuela concordou em permitir que os Estados Unidos refinem até 50 milhões de barris de petróleo em território americano — uma medida que, segundo ele, trará benefícios diretos para a economia dos EUA e criará novas oportunidades no setor energético.
Trump informou ainda que uma nova rodada de negociações entre representantes das empresas de petróleo e o governo venezuelano deve ocorrer na próxima semana. O encontro, segundo ele, servirá para definir os próximos passos da parceria e consolidar o papel dos Estados Unidos como principal aliado econômico da nova administração em Caracas.

