
Os preços médios do etanol hidratado apresentaram comportamentos distintos nos Estados brasileiros na semana passada. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas, o combustível subiu em oito Estados, caiu em outros cinco e no Distrito Federal, permaneceu estável em 11 unidades da federação e não teve medição realizada no Amapá.
Na média nacional, considerando os postos pesquisados em todo o País, o preço do etanol teve leve alta de 0,22%, passando de R$ 4,63 para R$ 4,64 o litro. Em São Paulo, principal produtor e consumidor do biocombustível e Estado com maior número de postos avaliados, o avanço foi no mesmo ritmo, de 0,22%, com o litro subindo de R$ 4,46 para R$ 4,47.
Altas e quedas regionais
A maior alta porcentual registrada na semana ocorreu no Tocantins, onde o preço médio do etanol subiu 2,53%, passando de R$ 5,14 para R$ 5,27 o litro. Já a maior queda foi observada no Distrito Federal, com recuo de 1,70%, de R$ 4,71 para R$ 4,63.
O levantamento da ANP também apontou diferenças significativas entre os preços praticados no País. O menor valor encontrado em um posto foi de R$ 3,89 o litro, em São Paulo, enquanto o maior preço individual chegou a R$ 6,83 no Rio Grande do Sul.
Entre os preços médios estaduais, o menor foi registrado em Mato Grosso do Sul, com R$ 4,29 o litro. O maior preço médio foi observado no Amapá, onde o etanol alcançou R$ 5,83.
Perda de competitividade em MS
Apesar de registrar o menor preço médio do País, o etanol perdeu competitividade em relação à gasolina em Mato Grosso do Sul. O Estado era o único onde, na semana anterior, ainda valia a pena abastecer com o biocombustível.
Na média nacional, o etanol apresentou paridade de 73,53% em relação à gasolina, patamar considerado desfavorável na comparação com o derivado do petróleo. A referência tradicional do mercado indica vantagem do etanol quando o preço corresponde a até 70% do valor da gasolina.
Executivos do setor, no entanto, observam que essa relação pode variar conforme o modelo e a eficiência do veículo. Em alguns casos, o etanol pode seguir competitivo mesmo com paridade acima desse percentual.
