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Economia

Dólar sobe e chega a R$ 2,378 nesta sexta-feira

20 dezembro 2013 - 17h30
O dólar teve sua terceira alta seguida nesta sexta-feira (20) diante da combinação do menor volume de negócios característico do final de ano com o cenário de redução de estímulos nos EUA e menor intensidade de atuações do Banco Central brasileiro no câmbio, a partir de janeiro.
 
"Estamos a poucos pregões de terminar o ano e por isso, a liquidez do mercado é reduzida, o que abre espaço para uma oscilação maior da cotação da moeda. Além disso, o mercado já começa a brigar pela formação da ptax (taxa média do dólar que serve de referência para contratos), no dia 30", diz Ítalo Santos, especialista em câmbio da Icap Corretora.
 
O dólar à vista, referência no mercado financeiro, teve valorização de 1,17% em relação ao real, cotado em R$ 2,378 na venda. Na semana, houve avanço de 1,83%. Já o dólar comercial, usado no comércio exterior, subiu 1,57% no dia e 2,23% na semana, a R$ 2,387.
 
Além da liquidez reduzida no mercado, operadores disseram que também pesou sobre o câmbio nesta sexta-feira a divulgação de que a economia dos Estados Unidos cresceu 4,1% no terceiro trimestre, acima dos 3,6% apontados na última prévia para o PIB do país no período.
 
"O fortalecimento da economia americana é um componente que pesa na alta do dólar. O Fed (banco central americano) anunciou anteontem que vai começar a reduzir sua injeção mensal de dólares nos EUA em janeiro, e a preocupação do mercado é que ele acelere esse passo, caso os indicadores econômicos mantenham esse ritmo de melhora", diz Santos.
 
EUA não atrapalha
 
A redução do estímulo americano, no entanto, foi considerada modesta e animou o fato de um aumento nos juros dos EUA estar previsto apenas para 2015. A alta de cerca de 15% do dólar em 2013 também limitou o avanço da moeda após o anuncio do Fed.
 
"O dólar tende a ficar pressionado no médio prazo por números da economia dos EUA e a deterioração da economia brasileira, mas muito disso já foi considerado nesta forte alta de 2013, por isso a moeda não deve voltar a níveis alarmantes no início do próximo ano", diz Julio Hegedus, economista-chefe da consultoria Lopes Filho.
 
O Banco Central do Brasil deu continuidade nesta manhã ao seu programa de atuações diárias adotado desde agosto para conter a escalada da moeda americana. A autoridade também realizou, pela tarde, o décimo e último leilão de swaps cambiais tradicionais, que equivalem à venda de dólares no mercado futuro, para rolar contratos que vencem em 2 de janeiro de 2014.
 
BOLSA
 
Devolvendo parte do forte ganho de mais de 2% registrado ontem, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, teve queda de 0,87% nesta sexta-feira, a 51.185 pontos. Apesar do desempenho de hoje, o índice fechou a semana no azul, com avanço acumulado de 2,27%, após quatro quedas semanais consecutivas.
 
A baixa dos papéis mais negociados de Petrobras (-1,97%) e Vale (-1,45%) ajudou a sustentar a perda do índice. Essas duas ações, juntas, representam cerca de 16% do Ibovespa.
 
Embora o mercado tenha visto com bons olhos o fato de a Petrobras ter declarado ontem a comercialidade de três áreas do pré-sal, ainda preocupa o elevado nível de endividamento da companhia, segundo analistas, e o impacto negativo ao caixa da empresa do menor preço dos combustíveis em relação ao valor praticado no exterior.
 
As ações da Eletropaulo tiveram a maior queda do Ibovespa no dia, de 11,77%, após terem subido mais de 30% nos últimos três dias. Na ponta oposta do índice, os papéis mais negociados da Gol lideraram os ganhos, com avanço de 5,07%.
 
As ações do frigorífico JBS também subiram fortemente (+3,56%) após a empresa ter apresentado detalhes da oferta pública de permuta de ações da Vigor.
 
No exterior, as Bolsas americanas subiam mais de 0,5%, às 18h (horário de Brasília), diante do fortalecimento da economia dos EUA. Na Europa, os mercados de ações fecharam em alta, apesar de a agência de classificação de risco Standard & Poor's ter rebaixado a nota da União Europeia por riscos crescentes nas negociações sobre os orçamentos dos países membros do bloco.
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