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29 de janeiro de 2026 - 10h28
SENAR
ECONOMIA

Dólar cai, juros recuam e bolsa sobe após decisões do Fed e sinalização do Copom

Cenário externo favorável e diferencial de juros impulsionam fluxo estrangeiro para ativos brasileiros

29 janeiro 2026 - 09h10Silvana Rocha
Na quarta-feira, 28, o dólar à vista fechou estável, a R$ 5,2066, após recente rodada de apreciação forte da moeda brasileira - superior a 5% em 2026.
Na quarta-feira, 28, o dólar à vista fechou estável, a R$ 5,2066, após recente rodada de apreciação forte da moeda brasileira - superior a 5% em 2026. - (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar opera em queda no mercado à vista na manhã desta quinta-feira (29), movimento que também pressiona os juros futuros para baixo e sustenta a alta do Ibovespa futuro. O comportamento dos ativos reflete um ambiente externo mais favorável, após a decisão do Federal Reserve (Fed) de manter os juros nos Estados Unidos e a sinalização do Comitê de Política Monetária (Copom) de que cortes na taxa Selic podem começar em março.

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O apetite por risco em Nova York e a valorização das commodities ajudam a compor o cenário, que pode estar estimulando a migração de capital estrangeiro para a bolsa brasileira e para a renda fixa. O diferencial elevado de juros favorece operações de carry trade, tornando os ativos locais mais atrativos.

Por volta das 9h30, o dólar à vista recuava 0,24%, cotado a R$ 5,1939. Já o contrato futuro da moeda americana para fevereiro apresentava queda de 0,03%, negociado a R$ 5,1960. Os investidores também acompanham a entrevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao portal Metrópoles.

Na entrevista, Haddad afirmou que ainda não definiu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a data para deixar o cargo, mas indicou que isso deve ocorrer em fevereiro. O ministro elogiou o secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, e voltou a criticar o atual nível da taxa de juros. Segundo ele, o patamar atual é incompatível com a estabilidade da dívida pública, e um anúncio de início do ciclo de cortes ajudaria a colocar a trajetória da dívida em um nível mais razoável.

No campo dos indicadores, o Banco Central informou que as concessões de crédito livre pelos bancos somaram R$ 701,3 bilhões em dezembro, alta de 20,2% em relação a novembro. No acumulado de 2025, o crescimento foi de 9,0%. Para pessoas físicas, o crédito avançou 7% no mês e 10,6% no ano. Entre as empresas, houve expansão de 38,3% em dezembro e de 7,2% no acumulado anual.

A taxa média de inadimplência nas operações de crédito livre apresentou leve elevação, passando de 5,3% em novembro, dado revisado, para 5,4% em dezembro.

Outro dado acompanhado pelo mercado foi o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que subiu 0,41% em janeiro, após queda de 0,01% em dezembro, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado ficou ligeiramente abaixo da mediana das estimativas do mercado, de 0,42%. Em 12 meses, o índice acumula queda de 0,91%.

Na B3, o fluxo de capital estrangeiro segue positivo. No dia 27, investidores de fora aportaram R$ 1,525 bilhão, elevando a entrada acumulada em janeiro e no ano para R$ 21,725 bilhões. O movimento ocorreu em uma sessão em que o Ibovespa subiu 1,79%. Em sentido contrário, houve saída de recursos de investidores institucionais, pessoas físicas, instituições financeiras e outros participantes do mercado.

No noticiário corporativo e regulatório, o Banco Central abriu uma investigação interna para apurar o crescimento acelerado e a posterior liquidação do banco Master. A decisão partiu do presidente do BC, Gabriel Galípolo. O caso envolve o ex-sócio Maurício Quadrado, que teve contas na Suíça congeladas após denúncias relacionadas às operações Sépsis e Cui Bono da Lava Jato. Mesmo com ativos bloqueados entre 2018 e 2022, ele obteve autorização do Banco Central para ingressar na instituição.

Na quarta-feira (28), o dólar à vista encerrou o pregão praticamente estável, cotado a R$ 5,2066, após uma rodada recente de valorização expressiva do real, que já acumula apreciação superior a 5% em 2026.

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