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Dólar registra leve queda com foco no exterior e avanço do petróleo

Moeda americana segue em baixa, com perspectivas de corte de juros pelo Fed e fortalecimento do real no cenário externo

28 agosto 2025 - 17h30Antonio Perez
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Dólar - (Foto: Reprodução)
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O dólar fechou em leve queda nesta quinta-feira, 28, impulsionado pela desvalorização da moeda americana no exterior e pelo avanço do preço do petróleo. Dados econômicos dos Estados Unidos, divulgados hoje, não alteraram a expectativa de que o Federal Reserve (Fed) iniciará um ciclo de cortes de juros em setembro.

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A dinâmica do mercado seguiu um padrão semelhante ao observado na quarta-feira, com a agenda doméstica tendo pouca influência no comportamento da moeda. Pesquisas eleitorais e operações de combate ao crime organizado no setor de combustíveis não impactaram significativamente os negócios.

O dólar à vista oscilou entre R$ 5,3974 e R$ 5,4319, encerrando o dia com uma baixa de 0,20%, cotado a R$ 5,4064. Fatores técnicos, como o início da rolagem de posições no mercado futuro e a formação da última taxa ptax de agosto, podem ter enfraquecido o desempenho da moeda local.

Após dois dias consecutivos de perdas, o dólar acumula queda de 0,36% nesta semana e de 3,47% no mês de agosto. No ano, a moeda americana recua 12,52% frente ao real, que é a divisa com melhor desempenho entre as moedas latino-americanas.

O economista-chefe da Nova Futura Investimentos, Nicolas Borsoi, observa que a pesquisa eleitoral não teve grande impacto no dólar, que seguiu o comportamento da moeda americana no exterior. "O real ganhou força com as perdas mais intensas do dólar no exterior e a alta do petróleo", afirmou.

A pesquisa Atlas/Intel, divulgada hoje, mostra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, com 48,4% das intenções de voto no segundo turno, à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com 46,6%. A expectativa é de que Tarcísio adote uma política fiscal mais austera, o que reduziria os prêmios de risco no Brasil.

O Dollar Index (DXY), que mede a força do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, rompeu a marca de 98 pontos, registrando mínima de 97,736 pontos. O índice acumula queda de mais de 2% no mês e de 9,80% no ano.

Ricardo Chiumento, superintendente da Mesa de Derivativos do BS2, aponta a valorização do euro como fator relevante para o comportamento do real. "A alta do euro à tarde refletiu no câmbio, fazendo o dólar operar abaixo de R$ 5,40", afirmou.

Nos Estados Unidos, a segunda leitura do PIB do segundo trimestre apontou crescimento de 3,3%, superando a previsão de 3,2%. O índice de preços de gastos com consumo (PCE) subiu 2% no período, abaixo da previsão de 2,1%, o que reforça a ideia de que o Fed poderá reduzir os juros em breve.

As expectativas para a política monetária nos Estados Unidos seguem firmes. As chances de um corte de juros de 25 pontos-base pelo Fed em setembro permanecem acima de 80%, com cortes adicionais também sendo esperados até o final do ano. O PCE de julho, que será divulgado na sexta-feira, 29, pode influenciar as projeções sobre o alívio monetário.

Cristiane Quartaroli, economista-chefe do Ouribank, destaca que o real tem oscilado de forma contida nos últimos dias, com o dólar mantendo-se acima dos R$ 5,40, um nível técnico importante. "O real ainda se beneficia do diferencial de juros, com a Selic a 15% e as perspectivas de cortes nos juros dos EUA", conclui.

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