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16 de janeiro de 2026 - 21h28
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ECONOMIA

Dólar perde força no fim do pregão e fecha semana praticamente estável frente ao real

Cenário de juros elevados no Brasil e IBC-Br acima do esperado sustentam carry trade

16 janeiro 2026 - 19h30Caroline Aragaki
Dólar desacelera no fim do pregão e encerra a semana praticamente estável, com apoio do diferencial de juros no Brasil.
Dólar desacelera no fim do pregão e encerra a semana praticamente estável, com apoio do diferencial de juros no Brasil. - (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar desacelerou o ritmo de alta na segunda metade do pregão desta sexta-feira (16) e encerrou o dia praticamente estável frente ao real, em um ambiente ainda considerado favorável ao carry trade no Brasil. O movimento ocorreu mesmo em meio a tensões geopolíticas no exterior e a um comportamento misto da moeda americana frente a outras divisas globais.

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No fechamento, o dólar à vista subiu 0,08%, cotado a R$ 5,3726, após oscilar entre R$ 5,3650 e R$ 5,3951 durante a manhã. Já o contrato futuro para fevereiro avançava 0,02%, a R$ 5,389, no fim da tarde. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, subia 0,05%.

Na semana, a moeda americana acumulou leve valorização de 0,13%, mas ainda registra queda de 2,12% em 2026 frente ao real.

Operadores destacam que o desempenho do câmbio segue fortemente influenciado pelo cenário externo, mas que fatores domésticos continuam dando suporte ao real. Entre eles, o diferencial elevado de juros entre Brasil e Estados Unidos, reforçado pela divulgação do IBC-Br de novembro, que avançou 0,68%, acima da mediana de 0,35% das projeções do mercado.

O dado reforçou a percepção de uma economia mais aquecida, reduzindo as chances de um corte na taxa Selic já na reunião de janeiro do Banco Central.

“O IBC-Br mostrou atividade mais forte do que o esperado e aceleração no dado. Muitas casas revisaram o PIB do quarto trimestre para cima. Isso é mais lenha na fogueira para o BC não cortar juro em janeiro, e ainda há dúvidas sobre o tamanho do ciclo de flexibilização”, avaliou Eduardo Aun, gestor de macro e renda fixa da AZ Quest.

Segundo ele, uma Selic mais alta tende a beneficiar o real, ainda que o pregão desta sexta tenha sido marcado por oscilações moderadas.

No cenário internacional, o dólar teve desempenho misto tanto entre moedas emergentes quanto frente a pares fortes. Para Aun, o real apresentou comportamento relativamente melhor do que divisas como o dólar australiano e o peso colombiano.

Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, destaca que a leitura de um Federal Reserve mais hawkish e menos suscetível a pressões políticas ajudou a sustentar os juros dos Treasuries, dando suporte ao dólar globalmente. Por outro lado, o alívio parcial nas tensões entre Estados Unidos e Irã limitou ganhos mais expressivos da moeda americana.

Além disso, o mercado adotou postura mais cautelosa nesta sexta-feira diante do feriado prolongado nos Estados Unidos, com o Dia de Martin Luther King na próxima segunda-feira, o que tende a reduzir a liquidez e ampliar a volatilidade em alguns ativos.

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