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ECONOMIA

Dólar fecha no menor nível desde 31 de julho após reunião do BC dos EUA

O que motivou foi o anúncio da insituição ao dizer que os juros nos Estados Unidos não devem subir ao menos até 2023

16 setembro 2020 - 16h56
No fechamento dos negócios, o dólar à vista encerrou em baixa de 0,96%, cotado em R$ 5,2384
No fechamento dos negócios, o dólar à vista encerrou em baixa de 0,96%, cotado em R$ 5,2384 - (Foto: Epitácio Pessoa/AE)

A sinalização pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) de que os juros nos Estados Unidos não devem subir ao menos até 2023 ajudou o dólar a aprofundar o ritmo de queda ante o real, enquanto os investidores aguardam a decisão do Banco Central do Brasil. Logo após o Fed divulgar seu comunicado, seu presidente, Jerome Powell, mostrou intenção de manter a política monetária atual para assegurar emprego e estabilidade de preços, embora tenha ressaltado que o cenário ainda é bastante incerto e alguns setores podem demorar mais a se recuperar. Em meio às declarações, o dólar caiu para as mínimas do dia, na casa dos R$ 5,21.

No fechamento dos negócios, o dólar à vista encerrou em baixa de 0,96%, cotado em R$ 5,2384, a menor taxa desde 31 de julho (R$ 5,2170). No mercado futuro, o dólar para outubro era negociado em queda de 0,73%, em R$ 5,2395 às 17h.

"Cada vez mais parece que não haverá aumento de taxas pelo Fed até 2024", avalia o economista-chefe da Fitch Ratings, Brian Coulton.

Para ele, os dirigentes do Fed mostraram postura "bem dovish" hoje, ou seja, favoráveis a juros baixos e manutenção dos estímulos. Além disso, Coulton destaca que o Fed melhorou as previsões para o curto prazo na economia americana.

Para a reunião do BC brasileiro, a analista de moedas do Commerzbank, Alexandra Bechtel, avalia que, caso o BC deixe "alguma porta aberta" para futuros cortes de juros, mesmo que mais à frente, o real pode se enfraquecer. Mas ela pondera que, com a taxa básica já em nível historicamente baixo, em 2%, não faz muito sentido entrar em novos experimentos neste momento com a Selic no Brasil.

Além disso, a analista observa que indicadores da atividade têm mostrado bons números, mais um motivo para o BC ser cauteloso, incluindo também a questão fiscal delicada.

Empresas continuam acessando o mercado internacional para captar recursos, mas sem impacto relevante no fluxo. Nesta quarta, foi a vez da BRF, com emissão de US$ 500 milhões. Os dados do Banco Central deste mês mostram fluxo cambial negativo em US$ 568 milhões em setembro, até o dia 11. Somente pelo canal financeiro saíram US$ 880 milhões no período.

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