
A tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) está 157,22% defasada, segundo levantamento do Sindicato dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional). O índice considera a inflação acumulada desde 1996, quando a correção automática da tabela deixou de existir.
Na prática, a defasagem faz com que trabalhadores paguem mais imposto do que pagariam se os valores fossem atualizados pela inflação. De acordo com o estudo, com a tabela corrigida, apenas quem ganha acima de R$ 6.694 por mês seria tributado. Hoje, a cobrança começa em rendas menores.
Mesmo com a ampliação da faixa de isenção nos últimos anos, o sindicato afirma que a correção foi parcial e não alcançou todas as faixas. A alíquota máxima de 27,5% já incide sobre salários a partir de R$ 7.350, enquanto, com correção integral, só atingiria rendas acima de R$ 12.374.
Para o Sindifisco, a falta de atualização penaliza principalmente a classe média, já que salários que apenas acompanham a inflação acabam enquadrados em alíquotas maiores.

