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10 de fevereiro de 2026 - 12h05
NEGÓCIOS

Como a cultura pantaneira virou caminho para novos negócios no Mato Grosso do Sul

Com apoio do Sebrae/MS, comissão reúne mais de 40 instituições para fortalecer tradição, renda e empreendedorismo no Pantanal

10 fevereiro 2026 - 10h45Iury de Oliveira
Comissão atua na valorização dos saberes tradicionais, no fortalecimento do empreendedorismo local e na geração de renda nos municípios pantaneiros
Comissão atua na valorização dos saberes tradicionais, no fortalecimento do empreendedorismo local e na geração de renda nos municípios pantaneiros - (Foto: Messias Ferreira - Sebrae/MS)

A cultura pantaneira tem ganhado espaço não apenas como tradição, mas também como caminho para o desenvolvimento econômico no Mato Grosso do Sul. Esse avanço passa pelo trabalho da Comissão de Valorização da Cultura Pantaneira, que realizou, na última segunda-feira (09), uma reunião estratégica para apresentar o planejamento das ações previstas para 2026.

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O encontro reuniu mais de 40 instituições públicas e privadas com atuação direta no Pantanal sul-mato-grossense. Participaram agentes culturais, lideranças regionais, produtores rurais, artesãos e representantes do setor produtivo. O objetivo foi alinhar iniciativas em andamento e fortalecer o trabalho coletivo em defesa da identidade cultural da região.

Criada para valorizar os saberes tradicionais do Pantanal, a comissão também atua no fortalecimento do empreendedorismo local e na geração de renda nos municípios pantaneiros. A proposta é transformar a cultura em oportunidade de trabalho, turismo e economia criativa, sem perder suas raízes.

Segundo Luiz Cláudio Sabedotti Fornari, vice-presidente regional do Sistema Fiems e conselheiro do Sebrae/MS, a cultura pantaneira é formada por uma grande diversidade de influências. Ele explica que há marcas do Brasil, do Paraguai, da Bolívia e do próprio Mato Grosso do Sul.

 De acordo com um dos integrantes da Comissão, Luiz Cláudio Sabedotti Fornari, que é vice-presidente regional do Sistema Fiems e conselheiro do Sebrae/MS, é preciso valorizar a região pantaneira De acordo com um dos integrantes da Comissão, Luiz Cláudio Sabedotti Fornari, que é vice-presidente regional do Sistema Fiems e conselheiro do Sebrae/MS, é preciso valorizar a região pantaneira

Para Fornari, esse conjunto torna o fortalecimento cultural um desafio complexo. A missão da comissão, segundo ele, é ouvir, reunir e valorizar essas diferentes manifestações. A ideia é organizar esse patrimônio para que ele receba o reconhecimento que merece e também contribua para o desenvolvimento da região.

O Sebrae/MS participa como parceiro estratégico da comissão. A instituição apoia o movimento por meio de consultoria em associativismo, com foco na organização, na governança e na estruturação de uma entidade representativa da cultura pantaneira.

De acordo com Tito Estanqueiro, diretor de Operações do Sebrae/MS, o trabalho conjunto é essencial para consolidar a cultura como vetor de desenvolvimento. Ele afirma que a cultura pantaneira pode fortalecer a economia, impulsionar o turismo e reforçar a identidade regional.

Atualmente, a Comissão de Valorização da Cultura Pantaneira atua em três frentes principais. A primeira é a formação dos Centros de Tradição Pantaneira. A segunda é a organização e formalização de uma entidade representativa. A terceira envolve o estudo e a consolidação do conceito de cultura pantaneira, com apoio de consultoria especializada.

A reunião também destacou a importância da governança e da união entre os projetos já existentes. Luiz Carlos Alves de Arruda, presidente do Centro de Tradição do Homem Pantaneiro, de Corumbá, afirmou que muitas ações ainda acontecem de forma isolada.

Segundo ele, o alinhamento entre instituições é fundamental para fortalecer os projetos e garantir continuidade. Para Arruda, a valorização da cultura pantaneira também gera impacto direto na economia local.

 Para o diretor de Operações do Sebrae/MS, Tito Estanqueiro, o trabalho da comissão é fundamental para fortalecer a cultura pantaneira Para o diretor de Operações do Sebrae/MS, Tito Estanqueiro, o trabalho da comissão é fundamental para fortalecer a cultura pantaneira

Essa visão foi reforçada por Jaqueline Medeiros, chefe do Departamento de Patrimônio Cultural de Anastácio. Ela afirmou que, para o município, considerado porta de entrada do Pantanal, valorizar a cultura significa fortalecer pequenos negócios e preservar tradições.

Segundo Jaqueline Medeiros, a atuação da comissão ajuda a manter viva a identidade das famílias que vivem entre a cidade e o Pantanal. Esse processo também cria oportunidades de desenvolvimento ligadas ao artesanato, ao turismo e à economia local.

Do ponto de vista de quem empreende, a comissão também representa geração de trabalho. A empresária Cláudia de Medeiros, da marca Sapicuá Pantaneiro, de Aquidauana, destacou que a estruturação do movimento amplia a visibilidade dos produtos que carregam símbolos do Pantanal.

Ela explicou que esse processo fortalece a economia criativa, valoriza a mão de obra local e ajuda a organizar o mercado. Para a empresária, trata-se de um modelo de desenvolvimento mais humano e sustentável para o Mato Grosso do Sul.

Com o apoio do Sebrae/MS, a Comissão de Valorização da Cultura Pantaneira segue avançando na organização de suas ações. A expectativa é que o planejamento para 2026 consolide a cultura pantaneira como um ativo econômico, social e cultural do Estado.

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