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Economia

Crise esvazia e fecha indústrias do primeiro pólo das Moreninhas

CRISE FINANCEIRA - Ainda resistem, apenas com 20% da sua capacidade instalada em funcionamento
CRISE FINANCEIRA - Ainda resistem, apenas com 20% da sua capacidade instalada em funcionamento - Divulgação
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A crise financeira que reduziu de forma drástica a demanda mundial por matéria-prima não poupou o setor de compensados que surgia em Campo Grande como um polo industrial na região das Moreninhas que no auge chegou a gerar 2 mil empregos e hoje emprega no
máximo 300.

   Com a redução das exportações – principal mercado das empresas - pelo menos três indústrias suspenderam atividades e estão na busca de interessados em alugar seus barracões: a Compensados Sandim; a Madeval e a Centro-Oeste. Ainda resistem, apenas com 20% da sua capacidade instalada em funcionamento , a Maseal, Triunfo, Carloto e Pinheirão. 

   Segundo Ivan Sandim, diretor da Maseal e da Triunfo, os planos de investimentos foram cancelados. A unidade de Ribas do Pardo, que empregava 200 pessoas, foi desativada. A de Campo Grande, que chegou a ter 400 funcionários, hoje tem 120. Ele admite que a Triunfo, pode ter o destino da Sandim: está parada há um ano, deixando no rastro 120 desempregados. “Já alugamos um dos barracões para a Marcyn Confecções, montar uma fábrica de lingerie”, informa. 

   O setor de compensados não tem mais incentivos fiscais, mas na opinião de Ivan Sandim, mesmo que se tivesse, pouca adiantaria diante do fato determinante da crise que é a queda na demanda mundial por compensados. “Hoje há uma super-oferta e pouco procura”, explica. Ivan calcula por conta desta situação, o preço de mercado dos compensados tenha caído entre 35 e 40%. Soma-se a estas dificuldades o dólar baixo, que encarece o custo em reais. O reflexo aparece na balança comercial do Estado. O setor que chegou a responder por 4,98% do faturamento com exportações, agora responde por 1,84%. As exportações saíram de uma média mensal de 1 milhão de dólares, para pouco mais de 638 mil dólares. Diante do cenário, o projeto da Masael de investir R$ 50 milhões numa fábrica para produção MDF - placas formadas a partir de fibras de madeira largamente usada na fabricação de móveis – foi adiado indefinidamente. O pedido de empréstimo encaminhado ao BNDES foi abandonado. 

   O empresário Idamir José Munari, da Pinheirão Compensados, também mostra preocupação com as perspectivas do setor, caso não haja reaquecimento da demanda mundial. Sua indústria que chegou a ter 200 funcionários, só emprega atualmente 38. “Mantida a situação atual, suspender a produção talvez seja inevitável”, reconhece.
 

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