
O Crédito do Trabalhador ultrapassou a marca de R$ 101 bilhões em empréstimos consignados, segundo balanço divulgado nesta sexta-feira (16) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Desde o lançamento do programa, em 21 de março do ano passado, foram firmados 17,044 milhões de contratos, beneficiando 8,523 milhões de trabalhadores em todo o país.
De acordo com a Pasta, o valor médio dos empréstimos concedidos é de R$ 11.895,36, com parcelas mensais em torno de R$ 245,90. A taxa média de juros praticada pelo programa ficou em 3,2% ao mês, índice inferior ao cobrado em modalidades tradicionais de crédito pessoal.
Para o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, os números confirmam o alcance social da iniciativa, especialmente entre trabalhadores de baixa renda.
“O programa é um sucesso. Ele democratizou o acesso ao crédito e passou a atender trabalhadores e trabalhadoras que recebem um ou dois salários mínimos, que antes estavam excluídos desse mercado”, afirmou.
Segundo Marinho, uma parcela significativa dos contratos foi firmada por pessoas com renda de até quatro salários mínimos, público que historicamente enfrenta mais dificuldades para acessar crédito com taxas reduzidas no sistema financeiro tradicional.
O Crédito do Trabalhador é voltado a empregados com carteira assinada, incluindo trabalhadores domésticos e rurais, empregados de microempreendedores individuais (MEI) e diretores não empregados que tenham direito ao FGTS. A proposta do programa é permitir a substituição de dívidas com juros elevados por crédito consignado com condições mais favoráveis.
O ministro reforçou que o governo não pretende flexibilizar as regras para permitir cobranças abusivas dentro do programa. Segundo ele, a iniciativa tem contribuído para reduzir a dependência de trabalhadores em relação a modalidades de crédito mais caras.
“Não vamos permitir juros altos. Com o programa, trabalhadores e trabalhadoras estão conseguindo sair das mãos do agiota e de modalidades de crédito extremamente onerosas, como o CDC, o rotativo do cartão de crédito e o cheque especial, que cobram, em média, 11,2% ao mês”, declarou Marinho.
O Ministério do Trabalho avalia que o desempenho do programa consolida o Crédito do Trabalhador como uma das principais ferramentas de inclusão financeira e alívio do endividamento para a população de menor renda.

