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ECONOMIA EXTERIOR

China abre investigação antidumping contra importação de insumo japonês para chips

Apuração envolve diclorossilano e ocorre após Pequim vetar exportações de itens de uso dual ao Japão

7 janeiro 2026 - 08h55Redação
China investiga importações de diclorossilano usado na fabricação de semicondutores
China investiga importações de diclorossilano usado na fabricação de semicondutores - (Foto: Freepik)

A China anunciou nesta quarta-feira (7) a abertura de uma investigação antidumping sobre as importações de diclorossilano provenientes do Japão. A decisão foi divulgada pelo Ministério do Comércio chinês e ocorre um dia após Pequim impor um veto às exportações de itens de uso dual — civil e militar — para o país vizinho.

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Segundo o comunicado oficial, a investigação foi iniciada após solicitação apresentada pela empresa Tangshan Sanfu Electronic Materials. O ministério informou que analisou a documentação e concluiu que o pedido atende aos critérios estabelecidos pelo Regulamento Antidumping da República Popular da China.

O diclorossilano é descrito pelo governo chinês como um insumo utilizado principalmente em processos de deposição de filmes finos, com papel relevante na produção de chips lógicos, chips de memória e outros semicondutores. O período analisado para possível prática de dumping vai de 1º de julho de 2024 a 30 de junho de 2025. Já a avaliação de eventuais danos à indústria chinesa abrange o intervalo entre 1º de janeiro de 2022 e 30 de junho de 2025.

A medida é anunciada em meio a um cenário de tensão crescente nas relações entre China e Japão. O ministério confirmou que a investigação foi divulgada após a decisão de proibir exportações de todos os itens de uso dual destinados ao Japão para fins militares. A justificativa envolve declarações recentes da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, que teria sugerido uma possível resposta militar caso a China tentasse tomar Taiwan.

O Ministério do Comércio ressaltou que a apuração seguirá os procedimentos legais previstos, podendo incluir o envio de questionários, realização de audiências e verificações técnicas. O órgão também advertiu que a falta de cooperação das partes envolvidas pode resultar em decisões baseadas nas informações disponíveis.

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