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Campo Grande fechou o segundo semestre de 2025 com a cesta básica um pouco mais barata. De julho a dezembro, o conjunto de alimentos essenciais ficou 2,16% mais em conta na Capital, o que representa uma redução média de R$ 17,12 no bolso do consumidor, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Os dados fazem parte da Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preço da Cesta Básica de Alimentos, feita em parceria entre a Conab e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Desde 20 de agosto de 2025, quando o acordo foi formalizado, o levantamento passou a acompanhar os preços em todas as 27 capitais brasileiras.
Na Capital, a queda foi puxada principalmente por produtos que pesam muito na feira do mês:
Tomate: queda de 36,69%
Batata: queda de 27,27%
Arroz: queda de 18,20%
Açúcar: queda de 12,32%
Café: queda de 3,83%
Essas reduções ajudaram a aliviar, ainda que de forma limitada, o orçamento das famílias campo-grandenses, sobretudo das que vivem com renda mais apertada e gastam boa parte do dinheiro com alimentação.
Conab vê efeito da política agrícola - Para o presidente da Conab, Edegar Pretto, a queda da cesta básica nas 27 capitais não é um movimento isolado. Ele relaciona o recuo ao conjunto de ações na área agrícola. “Essa queda generalizada é fruto dos investimentos que o Governo do Brasil vem fazendo no setor agropecuário brasileiro, aumentando a produção de alimentos para o consumo interno nacional”, afirmou.
Pretto cita os Planos Safra, tanto o empresarial quanto o da Agricultura Familiar, que vêm registrando valores recordes, com mais crédito e juros subsidiados.
Segundo ele, o resultado direto é “a maior safra da série histórica”, o que significa mais comida disponível e, como consequência, preços mais acessíveis para a população nas gôndolas dos mercados.
Quando itens como tomate, batata, arroz, açúcar e café caem de preço juntos, o impacto é sentido no prato de quem compra o básico todo mês. Mesmo uma redução de R$ 17 na média semestral da cesta pode fazer diferença para famílias que vivem fazendo conta para fechar o mês.

