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INVESTIMENTO

"Campo Grande precisava de um aeroporto melhor", avalia ministro de Portos e Aeroportos

Governo federal e estadual entregam melhorias nos aeroportos de Campo Grande, Ponta Porã e Corumbá, marcando nova fase para a aviação regional em Mato Grosso do Sul

17 junho 2025 - 11h40Carlos Guilherme, Iury de Oliveira e Rafael Rodrigues
Ministro Silvio: Foram R$ 630 mi investidos em três aeroportos estratégicos de Mato Grosso do Sul.
Ministro Silvio: Foram R$ 630 mi investidos em três aeroportos estratégicos de Mato Grosso do Sul. - (Fotos: Rafael Rodrigues)

Com uma frase de impacto que sintetiza o espírito dos novos investimentos - “Campo Grande precisava de um aeroporto mais bem estruturado” - o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, deu o tom do que representou o anúncio de R$ 630 milhões em melhorias para os aeroportos de Campo Grande, Ponta Porã e Corumbá. A fala foi feita durante a cerimônia oficial de entrega das obras nesta terça-feira (17) no Aeroporto Internacional de Campo Grande que contou com a presença do governador Eduardo Riedel (PSDB) e da ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB).

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Os investimentos marcam uma nova etapa para a infraestrutura logística de Mato Grosso do Sul, fortalecendo a integração regional e ampliando a malha aérea do Estado. O aeroporto da Capital, agora conta com o primeiro “finger” da história do aeroporto, estrutura que conecta o embarque diretamente às aeronaves e evita exposição ao tempo. Para Riedel, a entrega é um símbolo da modernização do Estado.

“Antes, só víamos isso em Cuiabá. Agora, o cidadão sul-mato-grossense vai embarcar com dignidade, sem tomar chuva, com estrutura à altura do que merece. Isso é desenvolvimento, é respeito com quem usa o transporte aéreo e com a imagem do nosso Estado. É um marco que traduz em obra aquilo que sempre desejamos: conforto, segurança e modernidade”, afirmou.

Os investimentos marcam uma nova etapa para a infraestrutura logística de Mato Grosso do Sul, fortalecendo a integração regional e ampliando a malha aérea do Estado

O ministro Silvio complementou destacando o que já está em curso para ampliar os voos. “Estamos em tratativas com a Gol, e já iniciamos conversas com a Azul e a Latam. Nossa meta é ampliar a malha aérea de Campo Grande nos próximos meses. O Estado está preparado para isso - tem estrutura, tem demanda e tem planejamento. Estamos fazendo a nossa parte para garantir que os voos cheguem, fiquem e cresçam, gerando impacto direto na economia e na vida da população”, reforçou.

Ponta Porã e Corumbá também entram na rota do progresso - Além da Capital, os aeroportos de Ponta Porã e Corumbá também passaram por intervenções estruturais. As melhorias incluem requalificação de pistas, adequações para voos comerciais e reestruturação de áreas de embarque e desembarque. Segundo Silvio, as mudanças são estratégicas para conectar regiões afastadas ao restante do país.

“Em breve, teremos reuniões com empresas como a Gol e a Latam para discutir alternativas e encontrar formas de suprir, neste momento, a perda de voos para Corumbá. O que queremos é garantir que nenhum sul-mato-grossense fique isolado. A aviação regional é essencial para manter o Estado integrado e competitivo”, afirmou o ministro.

Ponta Porã, por sua vez, recebeu obras que devem garantir maior frequência de voos, inclusive noturnos. A cidade, que faz fronteira com o Paraguai, é considerada estratégica para o turismo e o comércio exterior.

A ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), também destacou o caráter estratégico dos investimentos. “Estamos falando de infraestrutura essencial. A aviação regional não pode mais ser tratada como algo secundário. É um instrumento de desenvolvimento, de inclusão e de conexão. E o melhor: estamos fazendo isso com responsabilidade fiscal, sem aumentar impostos, apenas realocando os recursos com eficiência e foco. O resultado está aqui, para todos verem. Essa é a lógica de um governo que entrega”, afirmou.

O governador Riedel e a ministra Tebet e o ministro Silvio estiveram no Aeroporto Internacional de Campo Grande

Ela também elogiou a postura do governador. “O governador Riedel tem sido parceiro desde o início. Ele tem visão de futuro e entende que sem logística não há crescimento sustentável. Esse esforço conjunto, Estado e União, é o que permite que Mato Grosso do Sul dê um salto de qualidade em todas as áreas — da economia ao turismo, da geração de empregos à integração regional”, concluiu.

Malha aérea regional em expansão - Riedel ressaltou que os três aeroportos são apenas parte de um projeto ainda maior de interiorização da aviação. “Estamos investindo R$ 250 milhões em infraestrutura de aeródromos em 17 localidades do Estado, justamente para atender a uma demanda que já existe, seja por voos comerciais, empresariais ou regionais. Em alguns casos, como em cidades com menos de 10 mil habitantes, já há fluxo suficiente para justificar essa estrutura. Isso mostra que o Mato Grosso do Sul está mudando de patamar”, explicou.

O Chefe do Executivo também reforçou o papel do Estado nos projetos com menos retorno comercial. “Cabe ao poder público liderar os projetos que não são viáveis economicamente, mas que são fundamentais para o desenvolvimento. Quando o investimento atrai empresas, gera empregos e movimenta a economia local, ele se justifica não só financeiramente, mas socialmente”, afirmou.

“Em breve, teremos reuniões com empresas como a Gol e a Latam para discutir alternativas e encontrar formas de suprir, neste momento, a perda de voos para Corumbá", diz o ministro

O conjunto de obras nos aeroportos fortalece uma agenda de longo prazo que busca reestruturar toda a malha logística do Estado. “Quando projetamos o Mato Grosso do Sul para daqui a dez anos, visualizamos uma realidade completamente diferente da atual: estradas duplicadas, portos modernizados e aeroportos funcionando como verdadeiros hubs regionais. Isso já está em andamento e é esse o caminho que vamos continuar trilhando”, afirmou Riedel.

O ministro Silvio também reforçou que a aviação faz parte de um conjunto maior de ações. “Esses investimentos se somam a concessões rodoviárias, ao plano da hidrovia do Paraguai e à futura concessão ferroviária. É uma estratégia integrada. E não se trata apenas de conectar o Mato Grosso do Sul ao Brasil, mas de integrar o Brasil à América do Sul, colocando esse Estado no centro da competitividade do continente”, finalizou.

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