
O Brasil deve ampliar ainda mais sua conexão com o exterior em 2026. Embalado pelo recorde de turistas estrangeiros no ano passado, o país já tem confirmados ao menos 64 novos voos internacionais e 16 frequências extras, reforçando a malha aérea e a aposta no crescimento do setor.
A projeção foi divulgada pelo Ministério do Turismo e leva em conta autorizações já concedidas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e acordos firmados com companhias aéreas. As novas operações estão previstas até setembro e envolvem rotas ligando o Brasil à Europa, Américas, África e Ásia.
O avanço ocorre após um ano histórico para o turismo internacional. Em 2025, o Brasil recebeu 9,3 milhões de visitantes estrangeiros, o maior número já registrado. Para o governo federal, a ampliação da malha aérea é peça-chave para manter esse ritmo. A expectativa é de que mais voos ajudem a aumentar o fluxo de turistas, atrair investimentos e fortalecer a geração de emprego e renda.
As novas rotas e frequências adicionais serão operadas por empresas como Aerolíneas Argentinas, Gol, Latam, Turkish Airlines, American Airlines, Copa Airlines, Air France, TAP, Iberia, Qatar Airways, entre outras. O reforço atinge mercados estratégicos e amplia as opções de entrada no país.
Em 2025, o Brasil contabilizou 75.361 voos internacionais e mais de 17 milhões de assentos ofertados, crescimento aproximado de 13% em relação a 2024. O desempenho consolidou a retomada do setor após os impactos da pandemia.
Os dados mais recentes mostram que a recuperação já superou os patamares anteriores à crise sanitária. Em dezembro, a capacidade da malha aérea internacional ficou 36,7% acima do volume registrado em outubro de 2019. Foram 6.811 voos no mês, aumento de 10% na comparação com dezembro do ano anterior.
A América Latina concentrou a maior parte das operações, com pouco mais de 60% dos voos internacionais. A Europa respondeu por cerca de 21% das conexões. Entre os destinos brasileiros, São Paulo liderou com mais da metade das operações, seguido por Rio de Janeiro e Florianópolis.

